quarta-feira, março 07, 2007




Este ano o Inverno, aquele verdadeiro, o sono dos justos, chegou tarde, mas veio. Ainda um dia o teremos, por estas bandas, em Agosto. Será?
Ouvi hoje na radio que ontem foi o 6 de Março mais frio nesta cidade - de que se tenha registo: -24º, com o factor vento -28º.
E esta casa a precisar de janelas e portas novas.


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segunda-feira, março 05, 2007




Ao telefone pela manhã:


- Hello, may I speak to blá blá blá?
- Speaking.
- Hi, I'm calling from The Children's Emergency Foundation, blá blá blá, Canada ranks 2nd place within industrialized countries... children's poverty, mais blá-blás.
- Second place! What?!?
- (um risinho curto e nervoso) ... yes, and I was wondering if you could help with $1.30 (leia-se um dólar e trinta cêntimos) a day to feed a child, mais blá-blás.
- You know what? I´m already feeding four per day, so you'd better get somebody else to help.






Nota: Esqueci de lhe dizer que por $1.30 por dia me é completamente impossível de providenciar sequer um mínimo pequeno-almoço para cada um deles.

sábado, março 03, 2007




Este episódio só tem a sua piada se for contado a partir do presente via ao passado. E em duas pinceladas foi isto:

Recebi duas mensagens simultâneas, uma da minha mãe, outra do meu irmão, via telemóvel, no dia 28 de Fevereiro, que diziam o seguinte, respectivamente:

1- É isso mesmo que vou fazer! Bjs.;

2- O quê?

Ora bem, eu pensei que lá teria, não sei bem porque artes diabólicas, interferido no envio de mensagens entre eles, e, ao mesmo tempo, fiquei preocupada com o que diacho a minha mãe ía fazer...
Por isso vai de tirar a limpo.
O que se segue é que eram-me mesmo destinadas. Só que se tratavam de respostas a uma mensagem que eu lhes enviei - em conjunto - no último segundo GMT do ano de 2006, e a qual eles só receberam no dia... 28 Fevereiro!

A que recantos do mundo se encostou esta mensagem?
Que foi que ela fez durante dois meses? Andaria tipo ió-ió dum beco a outro? Teria encontrado as devidas portas fechadas e sido recambiada para outra dimensão?

Não sei!



quarta-feira, fevereiro 28, 2007





Desporto radical, principalmente perigoso durante o Inverno, quando as bermas e passeios estão atulhados de neve.


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terça-feira, fevereiro 27, 2007




Já na cama, ele* no meio, eu, desta feita, do lado esquerdo dos dois - é à vez - naquele entretanto pré-sono:


... because your name is Mamã, right?
Não, o meu nome é Manuela...
But your first one is Mamã, right?
No, actually my first one is Armanda :-)
ihihihihih... AMANDA?!
Não filho, Armanda!

(pequena pausa)

I love you Amanda!





* - David





segunda-feira, fevereiro 26, 2007




Quis criar hoje um blog dos porquês, mas já fui atrasada.



quarta-feira, fevereiro 21, 2007



Com aquilo que já li sobre as minhas mais recentes inquilinas, chego a ficar com a consciência pesada.










Quando a tristeza aperta e a saudade a ela se junta, sugiro uma taça de leite-creme transatlântico para amainar a dor.

Ainda se conseguem ver as mãozitas dos mais pequerruchos; daqueles a quem eu me sinto em falta na presença, e a mim também a deles me falta bastante.

E na próxima... queimem-me esse creme! :-)

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(Miguel: Deita na caminha a descansar para ficares bom depressa, sim?)





sexta-feira, fevereiro 16, 2007




"How to kill ants, BIG ANTS"

Foi deste modo que me lancei numa verdadeira guerra contra a invasão destas criaturas nesta casa. Até aqui, tinha levado tudo bastante levemente, esmagava-as assim que as visse, enfiava-as dentro de recipientes com líquidos, evitava de deixar restos de comida pelo balcão, coisas assim. Mas desta feita é a valer.
O pior é que elas atacam de surpresa!
Não são daquelas que marcham em fila indiana para o local dos despojos e regressam para o quartel-generalno sentido inverso, sempre em ordenado desfile. Não. Estas aterram sem mais nem quê vindas do nada, o que me dificulta um ataque mais maciço e eficaz.
Começaram a aparecer naquela altura, por volta do Natal, em que era mais Outono que Inverno setentrional e, desde aí, estabeleceram-se por inteiro e já o termómetro desceu a tiritantes trintas negativos e elas persistem em ficar por cá.
E matá-las?
Como saber quando se matou definitivamente uma formiga? Difícil, muito.
Carrega-se naquele corpo resistente até se ouvir um cric, pronto já está, cabeça apartada do corpo, perna a dar a dar; meia volta dada, já aqueles destroços não ali estão.
Exército organizado este, que até os seus feridos e, julgo eu, mortos, eles carregam de volta à base. E para quê? Ou os comem ou os operam numa sala altamente tecnológica para voltarem ao ataque. Sim, porque para as dezenas de soldados que eu já aniquilei, e a fome que eles devem estar a passar, só mesmo recauchutando as vítimas é que elas ainda podem continuar a sua saga.
Agora imaginemos: Se foi a mudança de temperatura que provocou esta minha pequena calamidade doméstica - passe a antítese despercebida -, quantas outras haverá por aí que não sejam tão visíveis e até mais funestas...
E desta me vou para os aborígenes e a Era Glacial.




Nota: Preferi usar o pó de talco que o bórico e até agora, nem uma sequer!






Será que existe uma forte correlação entre as oscilações drásticas de temperatura e a demência de um povo?


quinta-feira, fevereiro 15, 2007



Se calhar amanhã, falarei do frio, das formigas e dos Innuits, como já me tinha prometido a mim mesma há tempos. Mas por agora, e para quem é um apaixonado pela neve e suas variantes, deixo a sugestão de um dia diferente passado aqui - já faltam poucos dias para o término.


Com algumas fotos minhas no Flickr, tiradas no fim-de-semana passado.





quarta-feira, fevereiro 14, 2007



Entra-se-nos pelas fresta da janela, de mansinho, pela soleira da porta, enquanto dormimos, e é o que mais fazemos; vai-se instalando confortavelmente entre os peões que somos, e até nos coloca os seus braços por cima dos ombros, assim, para fazer união, isso!, tal qual um feixe que se quer juntinho, forte. É o new-look deste comportamento tão antigo quanto nós mesmos, o fascismo.
Chama-se, nos tempos que correm, Politicamente Correcto.


terça-feira, fevereiro 13, 2007



Anonymous said...
cura-te...

13 Fevereiro, 2007 08:56


A este "Anónimo" que aqui acedeu, hoje pelas 13:51 - hora portuguesa - vindo directa e expressamente dos meus vizinhos Tapores, e me deixou inigualável epifania, os meus agradecimentos. É reconfortante saber que ainda existem almas caridosas por este mundo a velar pela saúde dos seus semelhantes.
Talvez ele me possa também elucidar sobre que doença eu supostamente sofro, ou que melhor tratamento me deveria ser atribuído.
E como diz o melhor doutor: Meio caminho para a cura está percorrido, uma vez que reconhecemos a nossa enfermidade.
Confesso.
Confesso que me sinto doente, sim. Mas será melhor, por ora, não me expressar sobre essa maleita; poderei ferir algumas susceptibilidades precárias.





sexta-feira, fevereiro 09, 2007




(...) por coincidência extraordinária muito perto, ali mesmo, do sítio onde os homens, como os animais, têm o seu terreno de caça, o seu quintal ou galinheiro, a sua teia de aranha, e esta comparação é das melhores, também a aranha lançou um fio até ao Porto, outro até ao Rio, mas foram simples pontos de apoio, referências, pilares, blocos de amarração, no centro da teia é que se joga a vida e o destino, da aranha, e das moscas. (...)



Saramago, José. O Ano da Morte de Ricardo Reis.





Nunca houve promessa da minha parte de actualizar este blog amiúde, no entanto, sinto-me constrangida ao verificar que, dia após dia, tenho ali um pequeno grupo de leitores, habituais, que se deparam com a mesma desgraceira de uma página já envelhecida. Truz, truz e nada ainda?
Podia culpar a gripe que me atacou, o trabalho extra que de vez em quando passo a ter, ou o exército de formigas que tenho tentado aniquilar; tudo isto serveria como bom pretexto para não ter ainda escrito, mas a verdade é só uma: Tenho andado numa fase de completo abandono da escrita e, o pior de tudo, é que me tem proporcionado imenso prazer esse afastamento.
Por essa razão, porque tem sido raro deleitar-me com estes pequenos nadas, vou-me deixando ir no embalo.
Um dia destes, sem avisar, cá se deparam comigo, com as minhas fórmulas, por vezes, irracionais, e tudo o mais que tem estado à espera, no meu cano de esgoto, para sair.
Desejo-vos sol, que é o que me faz mais falta.


quarta-feira, janeiro 31, 2007




A quem possa interessar, informo que vou passar a publicar no Flickr a maioria das fotos que capto. Retratos diários, outros não tão diários, da vida que aqui se tece por terras que se dizem de Champlain.



domingo, janeiro 28, 2007




A este tubo eu não resisti.



Eu quase nasci dentro d'água!
E eu dei um grito
(rebolando os olhos para o alto): Não!!










(obrigada little brother)

sexta-feira, janeiro 26, 2007




De suprema importância.
Diz-me como colocas o rolo de papel higiénico e dir-te-ei se podemos sincronizar os trapinhos.






is it time to go to bed, mã?
sim, está quase. Já estás cansado?
yes (fazendo uma careta com as sobrancelhas recaídas) actually... I'm almost this much tired (mostrando uma distância com os dedos polegar e indicador), almost to the maximum...
are you also getting to the maximum, mã?



quarta-feira, janeiro 24, 2007




Por tudo o que deixei de te dizer.
Celebro-te hoje, sentados os dois que estamos na toalha axadrezada. Vejo-te como naquele dia, não de pernas cruzadas, mas de joelho flectido, um só, a apoiar o cotovelo que te ampara o rosto; um rosto mergulhado em beleza.

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Por tudo o que somos, ainda, um para o outro.
Com amor [e um beijo de borboleta],

m.





quinta-feira, janeiro 18, 2007




Para remissão dos meus pecados - linguísticos - aqui fica esta nota a informar que me sinto corrigida nas passagens que se seguem, por Um grilo falante e chato te (me) perseguiu à pedrada. São rectificações com aspecto de adenda permanente.
(muitas mais virão)

Escreve-se:

Expectantes

Prática




sexta-feira, janeiro 12, 2007




Nojo.
Asco.
Náusea.
Enfado.
Repugnância.
E muitos, muitos outros pleonasmos que me completem este demente estado em que se encontra este assunto.
É tudo isto que sinto ao ler, reler, e vomitar de ler tantas merdas que defecam pela bloguística fora.
Eu pensei assim, Eu não me vou chatear com isto, É deixá-los no seu mundinho minúsculo de hipocrisia... Mas caralho, porque não juntar a minha - merda - à dos outros? Juntos tornaremos este mundo, quiçá, mais fértil.
Eu até acho muuuuito bem que estampem com um gordo SIM nessa sociedade machista em que vivemos e apodrecemos. Acho, pois. O que não nos falta é vontade de muitos sins (got the joke? lol espero bem que sim).
Se eu fosse a votar, talvez até votasse nesse SIM. Porque afinal, não é por ganhar o Não que essa práctica deixa de existir. Agooora... no aborto, é que eu não acredito.

Passa-me qualquer coisa ao lado de despercebido, de certeza. É que, ainda não compreendi muito bem essa cena das 10 semanas e o caraças. Ou seja, que importância faz com 1, 10 ou 30?
Aceitar um aborto com as tais 10, continua a significar, para mim, a negação da própria existência ao 1, 10 ou 30 anos!
Não me fodam!
Nem me venham com conversas de

Recuso que o meu corpo seja discutido!
Recuso que o meu corpo seja debatido!
Recuso que o meu corpo seja ofendido

(obrigada D. pela dica)

... porque no fundo, bem no fundo, não é sequer o abortar que está em causa:
É a ignorância.
Quais violações, prostitutas, toxicodependentes, quais quê. É a vil e comezinha ignorância que se alastra sem que se lhe consiga pôr cobro.

Pois bem, aqui vos deixo com a minha contribuição para esse amontoado enorme que medra descomunalmente por essas vidas fora.



quinta-feira, janeiro 11, 2007




Três bandas subiram ao palco.
Duas de aquecimento e a última, a Tal, a que todos vieram ouvir.
A primeira, bastante fraca, Black Maria de seu nome e black, acho eu, o seu futuro. Tinha à sua disposição uma ridícula porção de palco, uma ninharia de espaço para mostrar o que valem - devo dizer que foi o espaço que lhe é merecido. Acabada esta exibição, retiram os seus instrumentos, vazam uns bons metros na plataforma, e, agora sim, sente-se um estranho rugir na audiência, um certo vibrar que até então estava ausente - nos primeiros minutos, cheguei a pensar que a noite seria um fiasco -, e aterra em campo, ou melhor seria dizer, no rinque gelado (coberto, é óbvio), um falcão loiro vestido de preto, desafiador, com o pé pousado num dos artefactos musicais e o cotovelo no seu joelho, enquanto proferiu madafaca's suficientes para fazer corar uma plateia inteira de sexagenárias em 2 segundos. Mas esta sim, aqueceu o povo (e os meus pés que já começavam a sentir o gelo que atravessava a madeira), Corey Taylor levou a multidão ao rubro; fartou-se de lhes (e me) dar banho após uma golada mais espirrada que bebida. É uma sensação inesquecível, esta de estar tão perto do palco, a escassos cinco metros, dava até para ler as tatuagens do vocalista!


Mais espaço ganho ao palco.
Eis que chegam.
Trazem com eles um pesado fardo de sucessos e é com isso que fazem a noite. Como presença de palco, achei-os bastante moles, jogo de luzes e truques visuais ficam aquém do meu desejado. A Amy, encontrei-a uma criatura reservada, tímida diria até, em falar publicamente, em comunicar com o público. Das poucas vezes que se nos dirigiu, fazia-o muito depressa, como se achasse que nos aborrecia com isso. Boring talker, disse-se ela, e eu não concordo. Para compensar, dá tudo de si no que escreve e quando canta, encanta! poderia eu aqui colocar para terminar a rimar. E foi assim. Uma noite que se verteria mágica numa outra altura, num outro mundo, mas que conseguiu atingir o seu ponto irreal a escassos minutos do final quando...







terça-feira, janeiro 09, 2007



A ampulheta descansa nos meandros do tempo.
Parar o tempo: um desejo do mortal quando se esquece da sua qualidade de deus.


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Dedicado a alguém com muito poucas dificuldades de comunicação, neste dia 9, Janeiro.





Sexta-feira 5,

O dia 10 aproxima-se e eu deixo-me boiar indecisa nos minutos que as horas têm; embalo-me neles como quem espera acordar de um sonho em branco, sem recordar que passou esse dia sequer. Adio a decisão de ir, porque o querer é mesmo esse, Ir.
É o peso da espectativa acumulada este tempo todo desde que o soube que me amedronta.
Tenho medo de como irei reagir ali, ao sabor daquelas ondas, porque me desconheço naquele determinado ambiente e também porque já espero demais.
Por isso peço sinais de fora.
Coloco o meu destino nas mãos de entidades desconhecidas - troco o desconhecido a troco de outro do mesmo valor. Louca!
Regresso a casa do trabalho, madrugada diferente esta: a bruma encanta e enfeitiça os passeios, as ruelas, edifícios, e tudo pertence a um mundo diferente esta noite. Talvez por isso mesmo, escolho aquela rota menos usual, a mais longa, a que ladeia o rio, a mais adequada neste enquadramento. Só se vêm as luzes dos candeeiros que, de par em par, a cada dez, vinte metros, acompanham-me silenciosos, vão-se vergando à medida que os passo, Boa noite, dizem-me eles pesarosos. Tudo é breu, excepto pelo triângulo que se perpétua continuamente defronte dos meus olhos formado por estas luzes que flutuam, dir-se-ia, no nada, sem apoio, e eu conduzo nessa estrada apoiada nelas.
Haunted, como som de fundo. Perfeito.
Semáforo vermelho, páro por minutos, prestes a emergir numa estrada mais movimentada, menos assombrada, mais desfasada, menos em mim. Dou pela hora, 1:01.
Sempre veio o tal sinal, Hello (m), don't cry, I'm still here all that's left of yesterday...





segunda-feira, janeiro 01, 2007




1 de Janeiro 2007, 3:33am comecei a ler O Ano da Morte de Ricardo Reis e a imagem do primeiro segundo do ano regressa cinzenta, a cheirar a queimado e o medo de ser levada, pior, que mos levem, na explosão.
Pelas 6:48am acorda-me o telefone de algum sonho indiscreto, número encoberto, só me deixou proferir dois Hello, não ditos de seguida, espaçados por breves segundos. Tira-me o sono e nem me deixa sequer desejar Bom Ano!, tal a pressa em que desligou; e o sono regressa quando penso no quarto que também eu quero ter de janelas amplas com vista para o rio. Qualquer rio. Qualquer? Não.





domingo, dezembro 31, 2006

Lentes - Final



Entre o fim e o começo, existe o pequeno rasgo onde as infinitas possibilidades estão em alvoroço, saltitantes, espectantes, afervoradas.
Escolhe-me... Escolhe-me... Escolhe-me...


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Portugal, 2006





Cheque em branco




Comecei o ano com um arco-íris estampado no rosto. Ao longo do percurso, as cores foram-se esvaindo, hoje, só o arco permanece.
A noite de 31 para o 1º dia do ano novo, sempre se me afigurou de mágica. Tão mágica que ainda hoje espero por tal passe que me deixe assombrada.


(nunca fiz tal, mas amanhã apetece-me listar o balanço do ano que passou)


Também não será esta a noite em que vou concretizar o meu desejo de perfeita comemoração da morte e renascimento: Celebrar a continuidade.


(durante o correr do ano, existe a continuidade materializada; esta noite seria portanto o momento ideal para que se parasse e exaltasse tal 'materialismo')



USAGE: Apply on face, hands and entire body:

Honestidade.

Usem-na no vosso e no dos outros. Sejam mais honestos do que a própria consciência vos dita.
É o que vos - e me - desejo para 2007.






sexta-feira, dezembro 29, 2006

Entre pescadores



Disse-me ele que, quando lá voltasse, não perdesse o rodovalho. O que ele não sabia é que eu já lá fui musa piscatória.
Nem dois minutos o isco esteve na água, e cá veio ele...

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Cabo Carvoeiro, 2006


Não deve ser rodovalho, mas...


quinta-feira, dezembro 28, 2006

Rotas




Como ando parca, tanto em palavras como em fotografias, recorro a um presente que me ofereceram para manter as dobradiças deste esqueleto maneáveis.



Obrigada Manuel.


domingo, dezembro 24, 2006

Portais (1)



Foi esta que me abrigou do temporal deste dia.

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Ottawa, 2006


sexta-feira, dezembro 22, 2006

Dúvida




Sei que me prendo a pormenores ridídulos e a eles me atraio como polaridade negativa, mas... saberá alguém explicar-me semelhante parafuso:


Orientação religiosa : Ateu Não praticante



segunda-feira, dezembro 18, 2006

Da mala para fora




Não vejo qual é o prazer que têm certas pessoas em vestir roupa completamente encharcada com cheiro a naftalina, principalmente quando, nos dias que correm, a maior parte das etiquetas reza poliéster.
Mas mais grave ainda é quando essa mesma roupa encharcada serviu para acolchoar caixas de broínhas numa viagem transatlântica.
Isso, sim, ultrapassa o ridículo da primeira cena.




Arrghhh! Que sabor horrível...



domingo, dezembro 17, 2006

Operação "Nariz Vermelho"




Versão 1:

- Atão... vai mais uma?
- Epá, é melhor não, vou conduzir.



Versão 2:

- Oh Manel, bebes outra?
- Hmmm, se calhar não. Sabes que vou caminhar.



Portanto, já deviam saber: Nesta quadra que atravessamos, se beberem -- demasiado --, não saiam do local onde se encontram.




quinta-feira, dezembro 14, 2006

You'll have to excuse me



I'm not at my best



I need home for a rest.




Ao ritmo de Spirit of the West.


quinta-feira, dezembro 07, 2006




Só hoje reparei, e no entanto tenho-a afixada (há meses) na porta do frigorífico, que, no topo da folha-rascunho para onde tinha passado a receita de Pão-de-Ló de Ovar, apontei curiosamente a palavra Marzelline. Coincidências?



Com Scorpions como som de fundo



... e uma lebre a fugir diante dos faróis do carro, escuridão a envolvê-la, e duas pesadas galochas a tentar surripiá-la à natureza.

Aí pelos oitenta, meados de. Era o ano das viagens intermináveis a Espanha, apesar de já não ser o tempo da carne de vaca barata escondida debaixo do assento do carro, ou do azeite quase de borla, mas também mais oleado. Não. Não era esse tipo de ano. Isso tinha sido um pouco antes.
Era o ano do esconderijo lá para o cume de Manzaneda, a Cabeza esbranquiçada, local onde minha mãe pediu que nos calassemos pois queria ouvir o silêncio. Ano das vacas arremessadas para o monte de manhãzinha bem cedinho naquele Estio de espigar o cabelo durante o pico do dia e só voltarem pela noitinha, preguiçosas, calmeironas.
Merenda parca. Corpo mingado. Ano do trevo de quatro folhas.
Ano do ninho invadido por estas mãos descuidadas, e dos quatro passarinhos que passaram a comer minhocas apanhadas por estas mesmas com mais cuidado.
Em abono da verdade também digo: Nem sei se realmente foi um só ano, ou menos, ou mais, mas foi sim, recheado.
Até a minha vizinha aprendeu uma lição. De olhos esbugalhados, mãos entrelaçadas por sobre o regaço negro de viúva secular, espanta-se e nós de seguida o ficamos, Não percebo como é possível? Esta gente nunca me viu mas todos sabem o meu nome!.
O seu nome: (Zul)mira.




Ali devias ter ficado, Pai. Talvez com essa decisão não tomada ainda estivesses no meio de nós. As saudades de ti doem.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

No sentir e aprender




Quando se é mãe, não faltam motivos para que nos sintamos como um balão prestes a explodir de alegria. Mas pelo meio de todos esses fenómenos que vão empolando ao calhas pela nossa vida fora, existem dois momentos, até à data, que não requerem sequer uma impressão a papel para o futuro, pois duvido que os possa vir a esquecer.
Um deles, aquele momento em que sentimos o peso daquele volume que transportamos durante largos meses a ser transferido para o exterior do colo, ser colocado aqui bem perto do peito onde lhe sentimos, finalmente, a respiração.
O outro é aquele dia em que, de repente, damos conta que os nossos rebentos ganham manejo próprio e coordenam, por si mesmos, o visual com a fala e começam a ler. É como se as rédeas lhes tivessem sido passadas para as suas mãozitas naquela primeira vez que tal sucede.
Esta semana foi o David. O último e, talvez por essa razão, o mais precoce. Porque não o esperava de todo, fiquei alarmada com tal procedimento até e penso se me está a faltar o tempo habitual que costumava passar com eles.
A partir de agora já posso retirar o Scrabble do armário onde tem estado escondido .



Abrir janelas



Foi criado com o objectivo de ser mais do que um trabalho a dois, no entanto, o tempo não lhe tem estado de feição, adiando cada vez mais a sua apresentação, e colocando-o este tempo todo na penumbra.
A quem esteja interessado em se juntar, será um enorme prazer abrir as portas do

  • Farrapos de Nós
  • .


    terça-feira, novembro 28, 2006




    Um convite.
    Se puderem, apareçam, e sejam os meus olhos e a minha presença.




    Ou então nesta







    Nesta onda








    I do.
    I also do.


    Ao de leve, e ele voou




    Acho um absurdo quando leio as queixas desenroladas daqui e dali; bolas de cotão atravessadas na goela.
    Não é o país que é o carrasco em vida.
    Nem tampouco se aproveita dos louros da nacionalidade após a morte do poeta.
    Será que não há maneira de compreenderem que poeta - poeta que o seja - é assim mesmo?
    É ele próprio que se isola durante a vida e, nessa mesma escolha pessoal, se eleva após a passagem.




    sexta-feira, novembro 24, 2006

    Recordando




    Faruk Bommi Bulsara.
    (este som apagou-se)





    Too Much Love Will Kill You
    By Queen
    BestAudioCodes.com




    quarta-feira, novembro 22, 2006

    Beijo-alimento




    Eu já me tinha perdido da ideia de arrematar o desafio inicial que fiz ao beijo, mas ao deparar-me agora com umas poucas linhas que resgatei para um papel preso no frigorífico, achei por bem remir a consciência. Resgatei porque esquecia, porque a mente, naquele momento, insistia em fugir.
    Hoje leio-as, pela primeira vez que me lembre. No papel tinha imprimido a receita de Sonhos escrita à mão e à pressa. Sonhos. Imagine-se a casualidade do encontro.
    E é isto que leio:

    Dos lábios verte a saliva que um dia mastigou o alimento que nutriu o ser que brotou de nós. Assim dizem eles, os entendidos. Alguns deles.
    O beijo de agora, perpetua esse chamamento ancestral de pré-mastigar os alimentos e alimentar os infantes. O beijo agora alimenta-nos a alma e dá a alimentar quem amamos.


    Foi só isto que escrevi, mas mais haveria lá por dentro. Desconfio que ficou embrenhado com a manteiga e a farinha..., sem esquecer o sal.
    Outros há que defendem que o beijo passional teria começado pela troca de tabaco ou resina mascados pelo macho e dado a oferecer, preso entre os seus dentes, à fêmea, que se aceitasse o pedaço mastigado, seria sinal de aceitação do amor do rapaz. Dizem eles que este ritual se verificava ali pelos lados do Vale de Ziller, na Europa Central.

    De maneira que tudo isto me leva a crer que, à nascença, poucas ferramentas trazemos connosco. Mas trazemos sim. Umas duas ou três, se talvez. Que vamos aperfeiçoando à medida que crescemos. Adicionamos apetrechos àquelas que já temos; deixamos cair em desuso quando já não necessitamos; tudo mediante a interacção com o ambiente em que vivemos no momento.

    Se sempre se beijou do modo como o fazemos neste presente?
    Não penso. Até neste aspecto há, não sei se lhe chamaria evolução, mas há, concerteza, mudança.
    Se iremos continuar a beijar deste modo?
    Também não penso que isso irá acontecer.




    Texto escrito com o pensamento neste filme.
    Material oscular pescado
    daqui.


    quarta-feira, novembro 15, 2006




    Este som deve acompanhar, com toda a minha certeza, a leitura da parte 1.





    Parte 1




    A voz. Sempre aquela voz inconfundível e o burburinho ao meu redor que me impede de a ouvir. O burburinho e os impropérios habituais carinhosos do usual minha em vez dum insensível sua que nunca o será. Porque frio e distante - o pronome. A miudagem corre e percorre uma casa que desconheço. Uma casa com paredes mornas de madeira.
    E a pergunta! Falta-me descodificar a pergunta sobre o texto - mas que texto?
    Vai-se a voz, não se ouve aquele tom contínuo costumeiro do final e, eis que entra nova chamada. De novo mas desta feita sem a voz. Só o tilintar das teclas de uma velha máquina de escrever. Tamborilar incessante, gaiatos que escalam paredes e procuram elevar sons, um redemoinho de melodias que me obrigam a procurar uma parte sossegada naquele recanto que me faz sentir em casa mas que o não é.
    Queres ouvir o que me rodeia, o meu dia-a-dia.
    Desfaz-se esta imagem, aparece uma outra ainda mais intrigante. Cheias num rio de que não me recordo ou não desejo pronunciar o nome; pessoas que o atravessam quase a nado, de regresso ao lar após o labor, e eu de carro salto com este, de um lanço, sem medir o medo estampado no meu rosto, uma parte que me afundaria, apoiando-me, ao de leve, num pedaço de madeira que flutua perdida, e me deixa aterrar em margem segura.




    domingo, novembro 12, 2006




    Aprendi há poucos dias atrás, uma expressão curiosa:
    "Friends with benefits".

    Não me admirei tanto pelo facto de desconhecer tal dizer e já me abeirar dos quarenta; mas sim por saber que de facto existem tais pessoas com esse modo de vida. Será esta uma versão remodelada, ou moderna, da mais velha profissão do mundo?




    sexta-feira, novembro 10, 2006




    There are always anomaliesannamollys.



    terça-feira, novembro 07, 2006

    Carrossel




    O meu record matinal da sexta-feira passada: De olhos esbugalhados salto de um sonho para fora e fixo os bugalhos no mostrador do relógio, 8:20.
    8:20!?!?
    Os miúdos perderam o autocarro!
    A escola começa daqui a 10 minutos!!
    Hoje tenho que trabalhar fora da cidade!!!
    lanches... lanches... lanches... lanches... vestir, vestir, vestir, vestir...
    (o que se seguiu foi puro ilusionismo de coração a latejar entre as amígdalas)

    Creio que pareci calma ao entrarmos pela porta da escola às 9h, e já mais assentada me senti quando consegui chegar a tempo ao trabalho ás 9:30 para seguir viagem dali a uma hora.

    E no meio deste panorama todo, vejo a tua razão. Quando há séculos me dizias que viriam os dedos apontadores.
    E que acima de todos esses dedos, veria o tal dedo a sobressair.
    E vejo.




    quinta-feira, novembro 02, 2006

    Pintura




    Abri um livro - The New Book of Knowledge, um daqueles que ainda pertencem à era pré-virtual -, à procura do Beijo. Sim, ainda o busco.
    Infelizmente, o conhecimento sobre tal - o beijo - é algo que, ou não lhes interessa absolutamente, ou desconhecem a existência de tal. Ainda.
    Mas felizmente, fiquei a conhecer este pintor.
    Lembrei-me logo dos desenhos da Jessica - um dia destes mostro-os aqui.






    Origens




    Eu sei que tenho uma forte pancada por origens; desde a mais nobre à mais simples. Talvez porque seja algo que, à priori, é impossivel de termos absoluta certeza de.
    A evolução dessas mesmas origens, e o conhecimento que parecemos ter a seu respeito, parece ser de muito mais fácil manejo do que o conhecimento do tal momento do parto. Nada possuimos senão uma sequência infinita de momentos causais.

    Hoje virei-me para Ó pá!.

    Quem teria dito isto pela primeira vez?
    Devia andar tal pessoa com um galhardete na lapela: Inventorfónico, para que todos pudessemos prestar-lhe a devida homenagem. Pedir-lhe até um autógrafo na língua.
    Inventor de uma das palavras mais usadas nos diálogos (e monólogos!*) portugueses.



    * - Sei muito bem do que falo.







    Vamos de womb a tomb. Que belo hematoma!

    - O entremeio é que não encaixa p'rá rima -


    segunda-feira, outubro 30, 2006

    Split-second conversation




    I don't want anybody to touch this!
    ... and that includes YOU: Miss Jessicanila! I know, I'm not dumb... No, you're not. Too smart, actually. Want to join my band? What's that? You don't know what a band is? Yes. It's a group of people that come together to make music, play and sing. So... I repeat: wanna join my band? What is it called? "Unknown". I don't know. What do you mean: You don't know whether or not you want to join, or you don't know the band?
    ... I want to join the band.




    Espaço de tempo que mediou cada passagem de bola: nanosegundos.





    sexta-feira, outubro 27, 2006

    Lentes XXXII




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    Peniche, 2006


    quinta-feira, outubro 26, 2006

    Vamos pesquisar?




    A origem do:

    - Beijo.


    Sim. Pode ser mesmo um desafio para quem o queira empreender, e assim que tivermos alguma massa com que trabalhar, lá a meteremos ao barulho.

    Será um comportamento inato ou adquirido?
    E sendo-o este último, quais as causas que nos levaram a agir desse modo?

    Vamos lá arregaçar as mangas e, muito cuidadosamente, retirar a película que envolve os beijos que damos, para descobrirmos o porquê deles serem.




    quarta-feira, outubro 25, 2006

    Dualidades




    Já o conheço há quase quarenta anos e desde sempre lhe vislumbro o balão de diálogo invadido por essa palavra, entremeada a cada dois segundos por outras tidas como normais. Foi vizinho(*) dos meus pais, o dum suposto rés-do-chão, é-o agora só da minha mãe. Destinos de quem parte cedo.
    Aquele modo de a pronunciar, prolongando a segunda sílaba, ou melhor, o segundo 'á', embeleza-lhe a conversa, obriga-nos a um sorriso desenfreado mesmo que não se compreenda metade do que nos tenta dizer. Acho-o castiço, próprio do ser daquelas redondezas; tal como uma certa casta pertence a uma determinada região, assim se encaixa ele na palavra e por seu lado na terra, ou o contrário, isso é secundário. Só este detalhe já mostra o quão genuíno é o conjunto.

    Na mesma onda, mas para contrariar a corrente--a minha corrente--tenho dado de cara com inúmeros indivíduos--curiosamente só me consigo lembrar que sejam do sexo feminino--que optaram por importar tal esquema lusófono nas suas conversações. O resultado é todavia sem piada, insosso, desprovido de carácter robusto, uma encosta para esquiar de inclinação 1%. Enfim, um dilúvio de pregos numa festa de balões.
    Onde já se viu pensar que a anglofonia like algum dia superaria a lusa caralho que ainda hoje sai a rodos da boca do senhor Abílio.



    Nunca!


    * - Convém talvez mencionar que se trata de um homem nortenho. Do meu Norte.


    sexta-feira, outubro 20, 2006




    Saudade é:

    Cortar em Outubro um limão amadurecido ao sol de Julho, prová-lo, e sentir-lhe no sumo e no cheiro o sabor dos figos de Junho.







    Mudam-se os tempos, mudam-se os termos, mas nem sempre as vontades.
    Chilling, nada mais é do que: Estar na sorna, ou Ver a banda passar, para leigos como eu.




    terça-feira, outubro 17, 2006

    Trajectos




    O ar que se respira, dentro
    As caras que se cruzam, doentias
    Mascam, mascam, mascam
    os segundos à vida


    Mascaram essa vida com sabores simulados
    em laboratório de química
    Exalam o fedor de dias vazios
    cobertores de mofo agasalham-lhes
    os Invernos sucessivos


    São só Invernos.




    segunda-feira, outubro 16, 2006

    Frases




    Há certas frases que me povoam o limiar do sono; aquela fina linha que só damos por atravessada quando já estamos no fim dela. Nunca sei o que significam e poucas vezes as registo. Desta vez fica aqui.

    Ele alimentava um sonho: O de que possuía o segredo de viver.
    Morreu esfomeado.


    quarta-feira, outubro 11, 2006

    Lentes XXXI




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    Rockcliffe Park



    terça-feira, outubro 10, 2006

    Lentes XXX





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    Mer Bleue, a cintura verde do Este.



    Simbologia




    Ou a inquietação de mente sequiosa às 23:22 numa noite morna de outono. Com declínio? Talvez.


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    quarta-feira, outubro 04, 2006

    Lentes XXIX




    Constrois-me a máquina do tempo?

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    Paimogo, 2006



    segunda-feira, outubro 02, 2006

    Luz, que se faça




    Para quando as palavras são parcas, inábeis, e a presença é de todo impossível de se fazer sentir no toque.
    Há luzes que se querem subtilmente reconhecidas, luzes que sofrem entre a penumbra e a completa ofuscação, luzes-saca-rolhas de dor.
    Perante tal, nada mais sei senão sentir.

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    Ericeira, 2006


    Lentes XXVIII




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    Say and do.

    :-)


    sexta-feira, setembro 29, 2006

    ...




    E vêm estas criaturas ao mundo para padecerem e expiarem as culpas dos pais?

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    Fotos de James Nachtwey.


    Obrigada D.




    quinta-feira, setembro 28, 2006

    Sinais dos Tempos




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    As prerrogativas
    do silêncio inexistente
    relectidas nos corpos-sombra,
    nos corpos ocos,
    nos corpos que se dilatam
    na escuridão que pé ante pé avança
    sobre as vozes desses corpos em burburinho


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    [Yellow tape all over]


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    terça-feira, setembro 19, 2006

    Retrato do dia




    O sorriso não faz parte do teu vocabulário. Os pesos que carregas em cada ponta dos lábios proferem-te essa arrogância permanente no olhar. Quanto cansaço, quanta opressão...
    Calca e recalca-te a emoção nesse coração onde o eco parece dizer preeeeenche-meeee.
    O amor. Lembras-te ainda como se faz? Como se consegue ser TÃO feliz ao se esvaziar completamente nesse dar amor. Saberás isso?
    Tem sido má a vida para contigo, ou terás sido tu má para com ela?




    quarta-feira, setembro 13, 2006

    ...




    Um Re: de referência vazia no e-mail que agora mesmo li, vindo de quem veio, era um mau prenúncio. Foi sim.
    E estou aqui perante este ecrã sem saber o que dizer, o que te poderei vir a dizer, para te consolar nessa dor.
    Qual consolo, qual merda! Não acredito que haja palavra alguma que te, vos, consiga apaziguar a alma. Não há! Rolam-se-me as lágrimas, mas de pouco servem, só mesmo para anestesiar temporariamente a dor.

    Tanta luta em vão, criatura mais linda, e sempre - assim mo disseram porque nunca tivemos o tempo de nossa feição para que nos conhecessemos pessoalmente - sempre guerreira de sorriso iluminado e obstinação ferrenha de viver.
    Pouco mais velha seria do que a Verónica.
    E pouco sentido farei hoje nestas linhas.
    Desculpa-me, Carlos por nem sequer estar presente. Só num abraço vos poderia mostrar o quanto eu daria para que estas recordações não fizessem parte do vosso baú.

    Re:

    "this world was never meant for someone as beautiful as you..."

    A Regina partiu no passado dia 6 de Setembro.

    Vasco




    segunda-feira, setembro 11, 2006

    Miúdos 2




    Senti-lhe o transtorno no olhar, mesmo antes de o ver, no pulo que deu ao sair da cama e nos seus passos apressados pelo corredor. Foi atrás, não viu quem buscava, correu em direcção à cozinha, o ponto de encontro de quase todas as manhãs. Ali estacou, na soleira da porta que nunca ali existiu enquanto aqui vivemos, e, no segundo seguinte ao que me pareceu mais longo, sinto-lhes as mãos a apertarem forte o meu torso, a cabecita encostada às minhas costas.
    Desligo a torneira, viro-me para ele e pergunto-lhe Tiveste um sonho mau, foi?... No, just a sad dream....
    Tive dificuldade em me baixar tal era a sua relutância em me largar dos seus braços, e sentar-me no chão com ele ao meu colo.
    Que foi que se passou no sonho, Daniel?, perguntei-lhe mais vezes do que as que queria, mas a resposta foi sempre a mesma: um silêncio assustado de quem com ele, o silêncio, deseja afastar certas lembranças.
    Fiquei doente?, Morri?, Chorei? Ri?... abanou que não, nada disto acontecera.
    Com a ajuda duma das minhas "escudeiras", vim a saber do caso.
    Mas isso é lindo, Daniel! Não precisavas ter ficado tão triste. It's not, mã. It was sad. Because in the end - como num filme, o fim - you waved good-bye and swam away.
    No filme dele eu tinha-me transformado numa sereia.





    domingo, setembro 10, 2006

    Lentes XXVII




    E se do céu da boca chovessem estrelas cadentes?

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    Areia Branca, 2006




    terça-feira, setembro 05, 2006

    Miúdos




    Algures no ano escolar 2005-06.
    I think I heard some running footsteps.
    David... You know we're not allowed to run in the hall...
    Err, Mrs Oz, I wasn't running... , I was just jogging! (and a wicked smile to top it off)



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    Areia Branca, 2006





    sexta-feira, setembro 01, 2006

    Lentes XXVI





    Procurei sim, por ruelas e penhascos. Procurei pelos matraquilhos e o mais próximo que achei foi uma baleia reformada.

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    Estacionada no topo, sentada ali mesmo, enchi os ouvidos e atestei o depósito visual do que tinha pela frente. As convergentes rochosas atiçaram-me os dedos dos pés.

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    Baleal, 2006







    Passa-se algo lá para os lados de Tróia? Alguma batalha de que eu não saiba?




    quarta-feira, agosto 30, 2006

    Lentes XXV




    Abocanhado o queijo, passa-se ao fresco. Ou será fresco?

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    Porto, Julho 2006



    terça-feira, agosto 29, 2006

    Ilusão




    Não resisti a publicar este comentário do Prefácio.
    Só porque me tocou.

    Os melros voam para longe.

    Que, aqui, do mar só se sente a brisa logo pela manhãzinha que é quando as crianças ainda dormem no seu sono mais descansado.Um dia, talvez por avistar uma folha a virar no passeio julgam que vislumbram o vento. Talvez, por aí, um dia nasça o infinito.




    segunda-feira, agosto 28, 2006

    Pescas




    É bem verdade que isto de se ter um contador que nos mostre - até certo ponto - a proveniência das pessoas que nos lêem, tanto nos traz algumas vantagens como é uma verdadeira fonte de júbilo.
    Era para vos mostrar alguns snaps que tirei ao montante de gente que cá veio através da simples palavra "sexo" - sim, eu realmente fiz de propósito ao intitular desse modo aquele post -, mas hoje, ao ver uma certa entrada, desisti da ideia inicial, porque esta sim, ofereceu-me uns momentos de excepcional prazer.
    Tenho adiado a partilha deste blog com amizades anglófonas por uma boa razão. Esta. A partir do dia em que me lessem aqui, é que me passavam definitivamente o atestado de "weirdness". :-)

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    Que não me leve a mal a pessoa que cá veio, gostaria que voltasse sempre; se bem que depois daquela leitura, duvido bastante que regresse. :-)

    (O url na íntegra)





    sexta-feira, agosto 25, 2006

    De forquilha em descanso





    Apetece-me dar um berro que atire com esta gente toda ao chão...! Ela olha a outra por cima dos óculos, esta tipa passou-se, enquanto lhe diz, vai lá para fora e berra. A outra abana a cabeça que não, Mas não é a mesma coisa, não entendes? Aqui dentro é que teria o efeito esperado. Não há compreensão nenhuma; duas escalas musicais em completo desalinho. A outra amua, desliza até ao fundo do balcão e enfia o nariz em cima da prateleira. A dos vinhos. Quando os olhos se encaixam no rótulo, Oh bendito enólogo!, onde quer que esteja, José Neiva, saiba que lhe estou grata pelas pedras do monte.



    Lentes XXIV





    Esta não devia ser publicada, eu sei. Eu sei que devia ter escrúpulos bloguísticos semelhantes, mas assim estava destinada; quando o vi ali erecto no meio do areal, não resisti, clic. Sendo assim, olha, vai de braço dado com esta, uma virada para norte e outra para sul, vão dando vivas ao facto de não terem existido sinais destes por altura dos descobrimentos.

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    Areia Branca, Junho 2006


    Desilusão




    Foi uma sensação muito semelhante àquela que se tem aquando ao primeiro encontro, aqueles segundos que se antecedem ao virar da esquina, a antecipação escala ao topo do esófago, é já ali, 'tou quase lá, só mais um segundo e... o banco vazio! Tudo esmorece. A paisagem fica baça e descolorida, murcham até os candeeiros de rua. No meu caso em particular ficou mesmo em branco. Por oito vezes consecutivas fiquei com a espinha atravessada na garganta.
    Agora faço o quê, a uns cinco mil e tal quilómetros de distância? Onde vou arranjar aquelas dezasseis páginas que me faltam na 13ª edição do romance?
    Ai Caminho que me deste descaminho a tal obra.
    Apontamento futuro: Há que folhear ao comprar.



    terça-feira, agosto 22, 2006

    Lentes XXIII




    Rabiscado a lápis - já a perder os contornos - num caderno de argolas, folhas que pendem por fiapos de papel :


    Ao admirar esta vastidão de água, tenho a sensação de que a vida me passa ao lado. Imobilizada no tempo, deixo que a água grave em mim sensações que não pertencem a tempo algum.

    Julho, 2004

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    Julho, 2006




    Nota posterior:

    Pôr do sol visto da falésia entre Areia Branca e Paimogo. Atlântico, portanto.
    Dois tempos fundidos num só, daí a desordem das ideias. O escrito foi-o quando os olhos viam, não estas águas mas outras, no entanto eram para elas o pensamento.

    segunda-feira, agosto 21, 2006

    Lentes XXII



    Adivinham onde?

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    23 Junho 2006



    Nota posterior:

    Óbidos. As letras entretecidas A e M, que por casualidade são as minhas duas primeiras iniciais - e certamente de mais de sessenta por cento da população portuguesa.

    sábado, agosto 19, 2006

    Lentes XXI




    Macdonald-Cartier. Homenagem a dois ministros, possivelmente primeiros, do seu tempo, da ponte e deles, ministros. A ponte que celebra a vivência de duas culturas num mesmo solo.

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    Agosto 2006

    sexta-feira, agosto 18, 2006

    Sexo




    Desceu as escadas aos solavancos, tropeçou na soleira da porta, e só com 3 passadas mal dadas se conseguiu equilibrar de novo, levando consigo como despedida, dois ligeiros sorrisos dinamarqueses e, no topo das escadas, um eu erecto com estandarte nenhum. Julguei que seria essa a minha última imagem dele, levava fogo no rabo, só pararia em chegando a Marte, estava apostada nisso. Mas não. Voltaria a cruzar o olhar com a figura dele, só na figura e não no olhar. Coisas do acaso que a nós nunca nos pedem licença para acontecerem. Fiquei feliz por isso e por ver que depressa se restabeleceu da queda.
    Outro continente, outra idade, mas, estou muito segura, um comportamento bastante idêntico ao de agora. O meu.

    You're weird, disseram-mo há dias.
    You're funny, disseram-me pelo episódio das escadas, what do you mean: funny-haha or funny-weird?, ...funny-weird!, e ondulou de novo na dança.

    Dou, portanto aqui, a mão à palmatória. Afinal o mergulhador tinha razão!
    E entre os vinte e dois anos que permeiam os dois weirds ditos, muitos houveram que o foram transmitidos por olhar somente. Cá chegaram, obrigada, com atestado genuíno.
    Quando uma mulher não trás foda acrescida, quer nos intuitos, quer nas frases que antecedem os seus movimentos, corporais e ademais, é vista e tida - mas sem nunca o ter sido -como weird. Uma dúvida porém, paira empastosamente sobre mim. Será que isto sucede em todas as cabeças masculinas ou só nas anglófonas?




    quinta-feira, agosto 17, 2006

    Lentes XX




    "... é como viver no meio de um lago sem nunca poder molhar os pés."
    - Mécia de Sena


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    Villa Euracini
    , 14 Junho 2006

    Não que o tenha sido. Não foi nem será nunca.
    Nunca aí irei regressar porque nunca daí a minha alma saiu.




    Lentes IXX




    Ainda não sabe quem foi a Amália, nem tive tempo de o apresentar a um espanhol, mas com estes deu-se às mil maravilhas.
    À falta de pão...

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    S. Pedro de Bairro
    16 Junho 2006




    terça-feira, agosto 15, 2006

    Nexo




    Só me apercebi do que aquela voz apressada relatava nas notícias das 14h, quando a palavra-chave foi pronunciada: blackout. Tal é a pressa com que as coisas são descritas que só atingo a proporção da notícia com este pequeno truque de palavras.
    E foi essa, blackout, que despertou em mim uma vaga de reconhecimentos.
    O famoso apagão que por aqui deixou praticamente meio mundo ás apalpadelas já fez três anos no dia 14 de Agosto. Imagine-se tal.
    Partia no dia seguinte para uns dias de 'repouso' à borda do Erie: dormir debaixo de árvores, ouvir os grilos a acordarem-me pela manhã, cumprimentar boa-noite a skunks floridos à saída da tenda, sentir rebentar a mais linda trovoada ao alcance de um polegar e extasiar-me com a chuva de estrelas cadentes.
    Não teria interruptores para ligar.
    Na altura não lhe vi a particularidade da ironia; hoje sim, após o pó assentar na conjuntura daquele tempo é que me apercebo do que aquele apagão iria simbolizar na minha vida. Os traços que se foram materializando aqui e ali - Esboços, o Azulejo, o primogénito Sem Título -, traços estes que se começaram a gerar por aquela altura. A bem dizer, de apagão pouco ou nada teve - ou tem -, porque os olhos, uma vez adaptados à escuridão, obtêm desse estado inicial e aparentemente caótico, uma visão do essencial bem mais detalhada. A preto e branco. Seja.
    Nunca os céus estrelados puderam ser tão justamente apreciados por milhões de citadinos como nessa noite.
    Nunca a minha vida teve um bréu tão estrelado como a partir dessa data.
    If only, a alavanca do conhecimento fosse assim tão fácil de encadear.



    Saídas pequenas




    - Mããã... I'm hungry!!
    - O jantar 'tá quase pronto...
    - But I want to eat something right now!!
    - How about eating your words?! - dito de sobrancelha esquerda elevada e um sorriso irónico nos lábios, - isto, tendo em mente que estava a tentar terminar de esfregar a cozinha, cozinhar, lavar a roupa, impedir que lhe assaltassem a cozinha, desinfestar o quarto-de-banho: tudo ao mesmo tempo.
    - But then... I wouldn't be able to speak...



    11 Agosto 2006



    domingo, agosto 13, 2006

    Lentes XVIII




    PubMental
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    21 Julho 2006

    Da boa.


    sexta-feira, agosto 11, 2006

    Ainda a Regaleira




    "Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada, nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor - e, lá no alto, está o castelo do santo Graal."

    Richard Strauss



    E o poço, esse, subi-o.
    Reguemos a leira.

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    O passeio das rosas




    No número 5, da Rua Barbosa du Bocage, deixei estampada a minha emoção debaixo do tronco-raíz daquela que não desistiu.

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    Nos detalhes, e por eles.

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    Estação infrutífera ou colheita milenar?

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    A fugida ao crepúsculo, sob mantos negros que (me) escondem o rosto.

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    26 Junho 2006


    terça-feira, agosto 08, 2006

    Como é que eu faço



    Para pertencer a uma determinada sociedade secreta.
    Alguém sabe?



    quinta-feira, agosto 03, 2006

    Lentes XVII



    Satisfazendo promessas e desejos.

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    sexta-feira, julho 28, 2006

    Poluição?!... Onde?




    Nas praias, então não?!

    Já deve cheirar mal haver tanta gente a falar deste assunto e pouco ou nenhum resultado positivo visível. Para me juntar ao tal rol de gente, lembrei-me de deixar aqui registado algo que vi praticamente todos os dias e me deixou abalada. Regressei logo mentalmente anos atrás, quando frequentei uma das escolas nesta área e fizemos um trabalho precisamente sobre a poluição no Rio Ave. Já se passaram 22 anos desde essa altura, e desde então foram construídas infraestruturas ao longo do curso do rio para que os resíduos fabris fossem para lá canalizados, indo, desse modo, reduzir em grande parte a poluição que se vê e se cheira.
    Eles estão lá, os tais canos. Mas serão utilizados?
    E quem fiscaliza se se usam ou não?
    Só por curiosidade, lembro-me de passar sobre a ponte de Caniços e a cada dia que o fiz, a tonalidade do rio variar entre o castanho, o vermelho, o azul, o preto e sabe-se lá que mais variantes.

    Querem saber então o que polui as praias?
    Analisam os peixes mortos, não é isso?
    E se subissem o curso do rio, não aprenderiam mais com isso?

    Boa viagem.


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    S. Pedro de Bairro - 20 Julho 2006, 12:00


    Que brotes o melhor que há em ti




    A intenção era mesmo poder alegrar-te o dia com um som do tal grupo que tanto gostas; mas na impossibilidade de o encontrar, optei por estas flores que lá no alto no monte de N. Sra. da Assunção parecem querer soltar-se ao vento.

    Mais um grande abraço daqui te envio, com muito carinho mesmo.
    Parabéns, miúda! :-)


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    Santo Tirso - 4 Julho 2006

    (acho que perdi o jeito de aparecer por aqui...)





    Ainda me situo no túnel que separa duas enormes cavidades repletas de luz, sem saber para qual delas me dirigir.
    O tempo voou sem ser necessariamente lesto. Soube-me a pouco, muito pouco.
    Este local que vos mostro tocou-me bem cá dentro e serve muito bem como reabertura pós-férias.
    Senti-me como uma Thelma ou Louise com asas delta, e ainda agora, ao fechar os olhos, é lá que me encontro onde o vento nos avisa e acautela.

    :-)

    Olá a todos.


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    Cabo Espichel - 29 Junho 2006


    quarta-feira, junho 28, 2006



    "Estou enterrada em mil recados na Areia Branca."

    - Ou seriam segredos?

    - Ou estaria eu a confundir-me com os grãos de areia?

    É sempre dúbia a nossa existência num sonho.


    21 Junho 2006




    quinta-feira, junho 01, 2006

    Da gaveta




    A chuva realça o perfume das flores, assim como as lágrimas salienta o dos sentimentos.



    Nada de mais.
    Choveu.