Eu só queria trocar o cartucho de tinta #96 que tinha comprado ontem erradamente, pelo 97. Nada mais. Uma simples operação de troca e pagar os poucos dólares de diferença. Mas não; cheguei às 14:13 e saí às 14:41 completamente atravessada com a estupidez humana que atravessa certas cabeças.
Apresento o recibo para que faça a devida troca, mas pelos vistos, a menina ficou mais atenta ao nome do empregado que me atendeu no dia anterior do que propriamente ao artigo em questão, segundo mo disse I've never seen this name before! E com um giggle lá continuou a trepar nas teclas. Apresenta-me uma nova factura no valor de $26.22.
Deve haver algum engano, a diferença não pode ser assim tão grande. Cometeu o pequeno erro de retirar o primeiro artigo que aparecia na factura, de um valor muito inferior e que eu, na verdade, não devolvia, e cobrar-me como deve ser o #97. Nada de pânico, assegurava eu, mas a jovem já levava as mãos à cara.
A seguir decide então facturar-me o que devia ter feito logo de início. Nova factura de correctos $5.70.
Agora vem a parte interessante. Mais.
Para corrigir o erro inicial, ela apresenta-me uma nova factura, não a anular aquela primeira irregular de $26.22, como ainda me cobra mais $28.49 no cartão!
Bem. Aí já nem a minha pachorrenta têmpera a conseguiu segurar - nem a mim!
Agora já eram os cabelos que ela alisava, ou arrancava de modo delicado, nem sei, chama por ajuda e desaparece por detrás duma estante para ir ajudar outro alguém. Pareceu-me que lá ía conseguir enfim sair dali, mas...
Can you explain this invoice? Eu é que tenho que explicar isso? mandei-lhe de sobrolho no ar. Lá me deu um sorriso descabido, Oh come on..., aquele rosto de homenzarrão de 2 metros. Eu explicar, expliquei, mas o tipo não percebeu que de facto tinha que me devolver os dois montantes e, em contrapartida, me apresentava um outro que agora era eu que não entendia.
Chama então o manager, que por alguma razão é de facto o Manager e que, num minuto, me corrigiu os montantes e me pôs a salvo dali para fora.
Eu não sei, mas será que a inteligência existe em proporção inversa ao comprimento das unhas do indivíduo?
O resultado documental é este:
