Encontro-me de luto outra vez.
E outra vez por um dos mais novos, e em situação igualmente trágica como esta de há cerca de dois anos atrás.
Não sei que dizer.
E no fundo, infelizmente, só lhes vejo um padrão definido. Maligno.
Descansa em paz, Ricardo. Um beijo meu.
terça-feira, março 20, 2007
domingo, março 18, 2007
sexta-feira, março 16, 2007
O passado não é o que está feito,
mas o que palavra alguma fará de novo.
Por isso leio sempre no futuro, mas não sei
para que lado escrevo. E se soubesse
que arrasto as letras como um caranguejo
diria que só tenho esta mão de palavras.
Soletro os dias em cada coisa que me olha
quando me sinto a vê-la. É tudo.
E não há desculpas para o que faço.
Rosa Alice Branco
domingo, março 11, 2007
Não sei porquê, mas lembrei-me do senhor Jorge Arbusto quando me vi assim:
Gosto destas ferramentas, fazem-me despejar a rir.
Esta achei-a no simpático e sempre sensível blog da Claudia.
As outras versões de mim coloquei-as aqui.
É favor rir.
:-)
quarta-feira, março 07, 2007
Este ano o Inverno, aquele verdadeiro, o sono dos justos, chegou tarde, mas veio. Ainda um dia o teremos, por estas bandas, em Agosto. Será?
Ouvi hoje na radio que ontem foi o 6 de Março mais frio nesta cidade - de que se tenha registo: -24º, com o factor vento -28º.
E esta casa a precisar de janelas e portas novas.

segunda-feira, março 05, 2007
Ao telefone pela manhã:
- Hello, may I speak to blá blá blá?
- Speaking.
- Hi, I'm calling from The Children's Emergency Foundation, blá blá blá, Canada ranks 2nd place within industrialized countries... children's poverty, mais blá-blás.
- Second place! What?!?
- (um risinho curto e nervoso) ... yes, and I was wondering if you could help with $1.30 (leia-se um dólar e trinta cêntimos) a day to feed a child, mais blá-blás.
- You know what? I´m already feeding four per day, so you'd better get somebody else to help.
Nota: Esqueci de lhe dizer que por $1.30 por dia me é completamente impossível de providenciar sequer um mínimo pequeno-almoço para cada um deles.
sábado, março 03, 2007
Este episódio só tem a sua piada se for contado a partir do presente via ao passado. E em duas pinceladas foi isto:
Recebi duas mensagens simultâneas, uma da minha mãe, outra do meu irmão, via telemóvel, no dia 28 de Fevereiro, que diziam o seguinte, respectivamente:
1- É isso mesmo que vou fazer! Bjs.;
2- O quê?
Ora bem, eu pensei que lá teria, não sei bem porque artes diabólicas, interferido no envio de mensagens entre eles, e, ao mesmo tempo, fiquei preocupada com o que diacho a minha mãe ía fazer...
Por isso vai de tirar a limpo.
O que se segue é que eram-me mesmo destinadas. Só que se tratavam de respostas a uma mensagem que eu lhes enviei - em conjunto - no último segundo GMT do ano de 2006, e a qual eles só receberam no dia... 28 Fevereiro!
A que recantos do mundo se encostou esta mensagem?
Que foi que ela fez durante dois meses? Andaria tipo ió-ió dum beco a outro? Teria encontrado as devidas portas fechadas e sido recambiada para outra dimensão?
Não sei!
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Já na cama, ele* no meio, eu, desta feita, do lado esquerdo dos dois - é à vez - naquele entretanto pré-sono:
... because your name is Mamã, right?
Não, o meu nome é Manuela...
But your first one is Mamã, right?
No, actually my first one is Armanda :-)
ihihihihih... AMANDA?!
Não filho, Armanda!
(pequena pausa)
I love you Amanda!
* - David
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Com aquilo que já li sobre as minhas mais recentes inquilinas, chego a ficar com a consciência pesada.
Quando a tristeza aperta e a saudade a ela se junta, sugiro uma taça de leite-creme transatlântico para amainar a dor.
Ainda se conseguem ver as mãozitas dos mais pequerruchos; daqueles a quem eu me sinto em falta na presença, e a mim também a deles me falta bastante.
E na próxima... queimem-me esse creme! :-)
(Miguel: Deita na caminha a descansar para ficares bom depressa, sim?)
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
"How to kill ants, BIG ANTS"
Foi deste modo que me lancei numa verdadeira guerra contra a invasão destas criaturas nesta casa. Até aqui, tinha levado tudo bastante levemente, esmagava-as assim que as visse, enfiava-as dentro de recipientes com líquidos, evitava de deixar restos de comida pelo balcão, coisas assim. Mas desta feita é a valer.
O pior é que elas atacam de surpresa!
Não são daquelas que marcham em fila indiana para o local dos despojos e regressam para o quartel-generalno sentido inverso, sempre em ordenado desfile. Não. Estas aterram sem mais nem quê vindas do nada, o que me dificulta um ataque mais maciço e eficaz.
Começaram a aparecer naquela altura, por volta do Natal, em que era mais Outono que Inverno setentrional e, desde aí, estabeleceram-se por inteiro e já o termómetro desceu a tiritantes trintas negativos e elas persistem em ficar por cá.
E matá-las?
Como saber quando se matou definitivamente uma formiga? Difícil, muito.
Carrega-se naquele corpo resistente até se ouvir um cric, pronto já está, cabeça apartada do corpo, perna a dar a dar; meia volta dada, já aqueles destroços não ali estão.
Exército organizado este, que até os seus feridos e, julgo eu, mortos, eles carregam de volta à base. E para quê? Ou os comem ou os operam numa sala altamente tecnológica para voltarem ao ataque. Sim, porque para as dezenas de soldados que eu já aniquilei, e a fome que eles devem estar a passar, só mesmo recauchutando as vítimas é que elas ainda podem continuar a sua saga.
Agora imaginemos: Se foi a mudança de temperatura que provocou esta minha pequena calamidade doméstica - passe a antítese despercebida -, quantas outras haverá por aí que não sejam tão visíveis e até mais funestas...
E desta me vou para os aborígenes e a Era Glacial.
Nota: Preferi usar o pó de talco que o bórico e até agora, nem uma sequer!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Se calhar amanhã, falarei do frio, das formigas e dos Innuits, como já me tinha prometido a mim mesma há tempos. Mas por agora, e para quem é um apaixonado pela neve e suas variantes, deixo a sugestão de um dia diferente passado aqui - já faltam poucos dias para o término.
Com algumas fotos minhas no Flickr, tiradas no fim-de-semana passado.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Entra-se-nos pelas fresta da janela, de mansinho, pela soleira da porta, enquanto dormimos, e é o que mais fazemos; vai-se instalando confortavelmente entre os peões que somos, e até nos coloca os seus braços por cima dos ombros, assim, para fazer união, isso!, tal qual um feixe que se quer juntinho, forte. É o new-look deste comportamento tão antigo quanto nós mesmos, o fascismo.
Chama-se, nos tempos que correm, Politicamente Correcto.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Anonymous said...
cura-te...
13 Fevereiro, 2007 08:56
A este "Anónimo" que aqui acedeu, hoje pelas 13:51 - hora portuguesa - vindo directa e expressamente dos meus vizinhos Tapores, e me deixou inigualável epifania, os meus agradecimentos. É reconfortante saber que ainda existem almas caridosas por este mundo a velar pela saúde dos seus semelhantes.
Talvez ele me possa também elucidar sobre que doença eu supostamente sofro, ou que melhor tratamento me deveria ser atribuído.
E como diz o melhor doutor: Meio caminho para a cura está percorrido, uma vez que reconhecemos a nossa enfermidade.
Confesso.
Confesso que me sinto doente, sim. Mas será melhor, por ora, não me expressar sobre essa maleita; poderei ferir algumas susceptibilidades precárias.









