domingo, março 11, 2007





Penteando os cabelos do tempo

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Nas margens paradas da vida

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quarta-feira, março 07, 2007




Este ano o Inverno, aquele verdadeiro, o sono dos justos, chegou tarde, mas veio. Ainda um dia o teremos, por estas bandas, em Agosto. Será?
Ouvi hoje na radio que ontem foi o 6 de Março mais frio nesta cidade - de que se tenha registo: -24º, com o factor vento -28º.
E esta casa a precisar de janelas e portas novas.


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segunda-feira, março 05, 2007




Ao telefone pela manhã:


- Hello, may I speak to blá blá blá?
- Speaking.
- Hi, I'm calling from The Children's Emergency Foundation, blá blá blá, Canada ranks 2nd place within industrialized countries... children's poverty, mais blá-blás.
- Second place! What?!?
- (um risinho curto e nervoso) ... yes, and I was wondering if you could help with $1.30 (leia-se um dólar e trinta cêntimos) a day to feed a child, mais blá-blás.
- You know what? I´m already feeding four per day, so you'd better get somebody else to help.






Nota: Esqueci de lhe dizer que por $1.30 por dia me é completamente impossível de providenciar sequer um mínimo pequeno-almoço para cada um deles.

sábado, março 03, 2007




Este episódio só tem a sua piada se for contado a partir do presente via ao passado. E em duas pinceladas foi isto:

Recebi duas mensagens simultâneas, uma da minha mãe, outra do meu irmão, via telemóvel, no dia 28 de Fevereiro, que diziam o seguinte, respectivamente:

1- É isso mesmo que vou fazer! Bjs.;

2- O quê?

Ora bem, eu pensei que lá teria, não sei bem porque artes diabólicas, interferido no envio de mensagens entre eles, e, ao mesmo tempo, fiquei preocupada com o que diacho a minha mãe ía fazer...
Por isso vai de tirar a limpo.
O que se segue é que eram-me mesmo destinadas. Só que se tratavam de respostas a uma mensagem que eu lhes enviei - em conjunto - no último segundo GMT do ano de 2006, e a qual eles só receberam no dia... 28 Fevereiro!

A que recantos do mundo se encostou esta mensagem?
Que foi que ela fez durante dois meses? Andaria tipo ió-ió dum beco a outro? Teria encontrado as devidas portas fechadas e sido recambiada para outra dimensão?

Não sei!



quarta-feira, fevereiro 28, 2007





Desporto radical, principalmente perigoso durante o Inverno, quando as bermas e passeios estão atulhados de neve.


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terça-feira, fevereiro 27, 2007




Já na cama, ele* no meio, eu, desta feita, do lado esquerdo dos dois - é à vez - naquele entretanto pré-sono:


... because your name is Mamã, right?
Não, o meu nome é Manuela...
But your first one is Mamã, right?
No, actually my first one is Armanda :-)
ihihihihih... AMANDA?!
Não filho, Armanda!

(pequena pausa)

I love you Amanda!





* - David





segunda-feira, fevereiro 26, 2007




Quis criar hoje um blog dos porquês, mas já fui atrasada.



quarta-feira, fevereiro 21, 2007



Com aquilo que já li sobre as minhas mais recentes inquilinas, chego a ficar com a consciência pesada.










Quando a tristeza aperta e a saudade a ela se junta, sugiro uma taça de leite-creme transatlântico para amainar a dor.

Ainda se conseguem ver as mãozitas dos mais pequerruchos; daqueles a quem eu me sinto em falta na presença, e a mim também a deles me falta bastante.

E na próxima... queimem-me esse creme! :-)

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(Miguel: Deita na caminha a descansar para ficares bom depressa, sim?)





sexta-feira, fevereiro 16, 2007




"How to kill ants, BIG ANTS"

Foi deste modo que me lancei numa verdadeira guerra contra a invasão destas criaturas nesta casa. Até aqui, tinha levado tudo bastante levemente, esmagava-as assim que as visse, enfiava-as dentro de recipientes com líquidos, evitava de deixar restos de comida pelo balcão, coisas assim. Mas desta feita é a valer.
O pior é que elas atacam de surpresa!
Não são daquelas que marcham em fila indiana para o local dos despojos e regressam para o quartel-generalno sentido inverso, sempre em ordenado desfile. Não. Estas aterram sem mais nem quê vindas do nada, o que me dificulta um ataque mais maciço e eficaz.
Começaram a aparecer naquela altura, por volta do Natal, em que era mais Outono que Inverno setentrional e, desde aí, estabeleceram-se por inteiro e já o termómetro desceu a tiritantes trintas negativos e elas persistem em ficar por cá.
E matá-las?
Como saber quando se matou definitivamente uma formiga? Difícil, muito.
Carrega-se naquele corpo resistente até se ouvir um cric, pronto já está, cabeça apartada do corpo, perna a dar a dar; meia volta dada, já aqueles destroços não ali estão.
Exército organizado este, que até os seus feridos e, julgo eu, mortos, eles carregam de volta à base. E para quê? Ou os comem ou os operam numa sala altamente tecnológica para voltarem ao ataque. Sim, porque para as dezenas de soldados que eu já aniquilei, e a fome que eles devem estar a passar, só mesmo recauchutando as vítimas é que elas ainda podem continuar a sua saga.
Agora imaginemos: Se foi a mudança de temperatura que provocou esta minha pequena calamidade doméstica - passe a antítese despercebida -, quantas outras haverá por aí que não sejam tão visíveis e até mais funestas...
E desta me vou para os aborígenes e a Era Glacial.




Nota: Preferi usar o pó de talco que o bórico e até agora, nem uma sequer!






Será que existe uma forte correlação entre as oscilações drásticas de temperatura e a demência de um povo?


quinta-feira, fevereiro 15, 2007



Se calhar amanhã, falarei do frio, das formigas e dos Innuits, como já me tinha prometido a mim mesma há tempos. Mas por agora, e para quem é um apaixonado pela neve e suas variantes, deixo a sugestão de um dia diferente passado aqui - já faltam poucos dias para o término.


Com algumas fotos minhas no Flickr, tiradas no fim-de-semana passado.





quarta-feira, fevereiro 14, 2007



Entra-se-nos pelas fresta da janela, de mansinho, pela soleira da porta, enquanto dormimos, e é o que mais fazemos; vai-se instalando confortavelmente entre os peões que somos, e até nos coloca os seus braços por cima dos ombros, assim, para fazer união, isso!, tal qual um feixe que se quer juntinho, forte. É o new-look deste comportamento tão antigo quanto nós mesmos, o fascismo.
Chama-se, nos tempos que correm, Politicamente Correcto.


terça-feira, fevereiro 13, 2007



Anonymous said...
cura-te...

13 Fevereiro, 2007 08:56


A este "Anónimo" que aqui acedeu, hoje pelas 13:51 - hora portuguesa - vindo directa e expressamente dos meus vizinhos Tapores, e me deixou inigualável epifania, os meus agradecimentos. É reconfortante saber que ainda existem almas caridosas por este mundo a velar pela saúde dos seus semelhantes.
Talvez ele me possa também elucidar sobre que doença eu supostamente sofro, ou que melhor tratamento me deveria ser atribuído.
E como diz o melhor doutor: Meio caminho para a cura está percorrido, uma vez que reconhecemos a nossa enfermidade.
Confesso.
Confesso que me sinto doente, sim. Mas será melhor, por ora, não me expressar sobre essa maleita; poderei ferir algumas susceptibilidades precárias.





sexta-feira, fevereiro 09, 2007




(...) por coincidência extraordinária muito perto, ali mesmo, do sítio onde os homens, como os animais, têm o seu terreno de caça, o seu quintal ou galinheiro, a sua teia de aranha, e esta comparação é das melhores, também a aranha lançou um fio até ao Porto, outro até ao Rio, mas foram simples pontos de apoio, referências, pilares, blocos de amarração, no centro da teia é que se joga a vida e o destino, da aranha, e das moscas. (...)



Saramago, José. O Ano da Morte de Ricardo Reis.





Nunca houve promessa da minha parte de actualizar este blog amiúde, no entanto, sinto-me constrangida ao verificar que, dia após dia, tenho ali um pequeno grupo de leitores, habituais, que se deparam com a mesma desgraceira de uma página já envelhecida. Truz, truz e nada ainda?
Podia culpar a gripe que me atacou, o trabalho extra que de vez em quando passo a ter, ou o exército de formigas que tenho tentado aniquilar; tudo isto serveria como bom pretexto para não ter ainda escrito, mas a verdade é só uma: Tenho andado numa fase de completo abandono da escrita e, o pior de tudo, é que me tem proporcionado imenso prazer esse afastamento.
Por essa razão, porque tem sido raro deleitar-me com estes pequenos nadas, vou-me deixando ir no embalo.
Um dia destes, sem avisar, cá se deparam comigo, com as minhas fórmulas, por vezes, irracionais, e tudo o mais que tem estado à espera, no meu cano de esgoto, para sair.
Desejo-vos sol, que é o que me faz mais falta.


quarta-feira, janeiro 31, 2007




A quem possa interessar, informo que vou passar a publicar no Flickr a maioria das fotos que capto. Retratos diários, outros não tão diários, da vida que aqui se tece por terras que se dizem de Champlain.



domingo, janeiro 28, 2007




A este tubo eu não resisti.



Eu quase nasci dentro d'água!
E eu dei um grito
(rebolando os olhos para o alto): Não!!










(obrigada little brother)

sexta-feira, janeiro 26, 2007




De suprema importância.
Diz-me como colocas o rolo de papel higiénico e dir-te-ei se podemos sincronizar os trapinhos.






is it time to go to bed, mã?
sim, está quase. Já estás cansado?
yes (fazendo uma careta com as sobrancelhas recaídas) actually... I'm almost this much tired (mostrando uma distância com os dedos polegar e indicador), almost to the maximum...
are you also getting to the maximum, mã?