terça-feira, fevereiro 27, 2007




Já na cama, ele* no meio, eu, desta feita, do lado esquerdo dos dois - é à vez - naquele entretanto pré-sono:


... because your name is Mamã, right?
Não, o meu nome é Manuela...
But your first one is Mamã, right?
No, actually my first one is Armanda :-)
ihihihihih... AMANDA?!
Não filho, Armanda!

(pequena pausa)

I love you Amanda!





* - David





segunda-feira, fevereiro 26, 2007




Quis criar hoje um blog dos porquês, mas já fui atrasada.



quarta-feira, fevereiro 21, 2007



Com aquilo que já li sobre as minhas mais recentes inquilinas, chego a ficar com a consciência pesada.










Quando a tristeza aperta e a saudade a ela se junta, sugiro uma taça de leite-creme transatlântico para amainar a dor.

Ainda se conseguem ver as mãozitas dos mais pequerruchos; daqueles a quem eu me sinto em falta na presença, e a mim também a deles me falta bastante.

E na próxima... queimem-me esse creme! :-)

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(Miguel: Deita na caminha a descansar para ficares bom depressa, sim?)





sexta-feira, fevereiro 16, 2007




"How to kill ants, BIG ANTS"

Foi deste modo que me lancei numa verdadeira guerra contra a invasão destas criaturas nesta casa. Até aqui, tinha levado tudo bastante levemente, esmagava-as assim que as visse, enfiava-as dentro de recipientes com líquidos, evitava de deixar restos de comida pelo balcão, coisas assim. Mas desta feita é a valer.
O pior é que elas atacam de surpresa!
Não são daquelas que marcham em fila indiana para o local dos despojos e regressam para o quartel-generalno sentido inverso, sempre em ordenado desfile. Não. Estas aterram sem mais nem quê vindas do nada, o que me dificulta um ataque mais maciço e eficaz.
Começaram a aparecer naquela altura, por volta do Natal, em que era mais Outono que Inverno setentrional e, desde aí, estabeleceram-se por inteiro e já o termómetro desceu a tiritantes trintas negativos e elas persistem em ficar por cá.
E matá-las?
Como saber quando se matou definitivamente uma formiga? Difícil, muito.
Carrega-se naquele corpo resistente até se ouvir um cric, pronto já está, cabeça apartada do corpo, perna a dar a dar; meia volta dada, já aqueles destroços não ali estão.
Exército organizado este, que até os seus feridos e, julgo eu, mortos, eles carregam de volta à base. E para quê? Ou os comem ou os operam numa sala altamente tecnológica para voltarem ao ataque. Sim, porque para as dezenas de soldados que eu já aniquilei, e a fome que eles devem estar a passar, só mesmo recauchutando as vítimas é que elas ainda podem continuar a sua saga.
Agora imaginemos: Se foi a mudança de temperatura que provocou esta minha pequena calamidade doméstica - passe a antítese despercebida -, quantas outras haverá por aí que não sejam tão visíveis e até mais funestas...
E desta me vou para os aborígenes e a Era Glacial.




Nota: Preferi usar o pó de talco que o bórico e até agora, nem uma sequer!






Será que existe uma forte correlação entre as oscilações drásticas de temperatura e a demência de um povo?


quinta-feira, fevereiro 15, 2007



Se calhar amanhã, falarei do frio, das formigas e dos Innuits, como já me tinha prometido a mim mesma há tempos. Mas por agora, e para quem é um apaixonado pela neve e suas variantes, deixo a sugestão de um dia diferente passado aqui - já faltam poucos dias para o término.


Com algumas fotos minhas no Flickr, tiradas no fim-de-semana passado.





quarta-feira, fevereiro 14, 2007



Entra-se-nos pelas fresta da janela, de mansinho, pela soleira da porta, enquanto dormimos, e é o que mais fazemos; vai-se instalando confortavelmente entre os peões que somos, e até nos coloca os seus braços por cima dos ombros, assim, para fazer união, isso!, tal qual um feixe que se quer juntinho, forte. É o new-look deste comportamento tão antigo quanto nós mesmos, o fascismo.
Chama-se, nos tempos que correm, Politicamente Correcto.


terça-feira, fevereiro 13, 2007



Anonymous said...
cura-te...

13 Fevereiro, 2007 08:56


A este "Anónimo" que aqui acedeu, hoje pelas 13:51 - hora portuguesa - vindo directa e expressamente dos meus vizinhos Tapores, e me deixou inigualável epifania, os meus agradecimentos. É reconfortante saber que ainda existem almas caridosas por este mundo a velar pela saúde dos seus semelhantes.
Talvez ele me possa também elucidar sobre que doença eu supostamente sofro, ou que melhor tratamento me deveria ser atribuído.
E como diz o melhor doutor: Meio caminho para a cura está percorrido, uma vez que reconhecemos a nossa enfermidade.
Confesso.
Confesso que me sinto doente, sim. Mas será melhor, por ora, não me expressar sobre essa maleita; poderei ferir algumas susceptibilidades precárias.





sexta-feira, fevereiro 09, 2007




(...) por coincidência extraordinária muito perto, ali mesmo, do sítio onde os homens, como os animais, têm o seu terreno de caça, o seu quintal ou galinheiro, a sua teia de aranha, e esta comparação é das melhores, também a aranha lançou um fio até ao Porto, outro até ao Rio, mas foram simples pontos de apoio, referências, pilares, blocos de amarração, no centro da teia é que se joga a vida e o destino, da aranha, e das moscas. (...)



Saramago, José. O Ano da Morte de Ricardo Reis.





Nunca houve promessa da minha parte de actualizar este blog amiúde, no entanto, sinto-me constrangida ao verificar que, dia após dia, tenho ali um pequeno grupo de leitores, habituais, que se deparam com a mesma desgraceira de uma página já envelhecida. Truz, truz e nada ainda?
Podia culpar a gripe que me atacou, o trabalho extra que de vez em quando passo a ter, ou o exército de formigas que tenho tentado aniquilar; tudo isto serveria como bom pretexto para não ter ainda escrito, mas a verdade é só uma: Tenho andado numa fase de completo abandono da escrita e, o pior de tudo, é que me tem proporcionado imenso prazer esse afastamento.
Por essa razão, porque tem sido raro deleitar-me com estes pequenos nadas, vou-me deixando ir no embalo.
Um dia destes, sem avisar, cá se deparam comigo, com as minhas fórmulas, por vezes, irracionais, e tudo o mais que tem estado à espera, no meu cano de esgoto, para sair.
Desejo-vos sol, que é o que me faz mais falta.


quarta-feira, janeiro 31, 2007




A quem possa interessar, informo que vou passar a publicar no Flickr a maioria das fotos que capto. Retratos diários, outros não tão diários, da vida que aqui se tece por terras que se dizem de Champlain.



domingo, janeiro 28, 2007




A este tubo eu não resisti.



Eu quase nasci dentro d'água!
E eu dei um grito
(rebolando os olhos para o alto): Não!!










(obrigada little brother)

sexta-feira, janeiro 26, 2007




De suprema importância.
Diz-me como colocas o rolo de papel higiénico e dir-te-ei se podemos sincronizar os trapinhos.






is it time to go to bed, mã?
sim, está quase. Já estás cansado?
yes (fazendo uma careta com as sobrancelhas recaídas) actually... I'm almost this much tired (mostrando uma distância com os dedos polegar e indicador), almost to the maximum...
are you also getting to the maximum, mã?



quarta-feira, janeiro 24, 2007




Por tudo o que deixei de te dizer.
Celebro-te hoje, sentados os dois que estamos na toalha axadrezada. Vejo-te como naquele dia, não de pernas cruzadas, mas de joelho flectido, um só, a apoiar o cotovelo que te ampara o rosto; um rosto mergulhado em beleza.

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Por tudo o que somos, ainda, um para o outro.
Com amor [e um beijo de borboleta],

m.





quinta-feira, janeiro 18, 2007




Para remissão dos meus pecados - linguísticos - aqui fica esta nota a informar que me sinto corrigida nas passagens que se seguem, por Um grilo falante e chato te (me) perseguiu à pedrada. São rectificações com aspecto de adenda permanente.
(muitas mais virão)

Escreve-se:

Expectantes

Prática




sexta-feira, janeiro 12, 2007




Nojo.
Asco.
Náusea.
Enfado.
Repugnância.
E muitos, muitos outros pleonasmos que me completem este demente estado em que se encontra este assunto.
É tudo isto que sinto ao ler, reler, e vomitar de ler tantas merdas que defecam pela bloguística fora.
Eu pensei assim, Eu não me vou chatear com isto, É deixá-los no seu mundinho minúsculo de hipocrisia... Mas caralho, porque não juntar a minha - merda - à dos outros? Juntos tornaremos este mundo, quiçá, mais fértil.
Eu até acho muuuuito bem que estampem com um gordo SIM nessa sociedade machista em que vivemos e apodrecemos. Acho, pois. O que não nos falta é vontade de muitos sins (got the joke? lol espero bem que sim).
Se eu fosse a votar, talvez até votasse nesse SIM. Porque afinal, não é por ganhar o Não que essa práctica deixa de existir. Agooora... no aborto, é que eu não acredito.

Passa-me qualquer coisa ao lado de despercebido, de certeza. É que, ainda não compreendi muito bem essa cena das 10 semanas e o caraças. Ou seja, que importância faz com 1, 10 ou 30?
Aceitar um aborto com as tais 10, continua a significar, para mim, a negação da própria existência ao 1, 10 ou 30 anos!
Não me fodam!
Nem me venham com conversas de

Recuso que o meu corpo seja discutido!
Recuso que o meu corpo seja debatido!
Recuso que o meu corpo seja ofendido

(obrigada D. pela dica)

... porque no fundo, bem no fundo, não é sequer o abortar que está em causa:
É a ignorância.
Quais violações, prostitutas, toxicodependentes, quais quê. É a vil e comezinha ignorância que se alastra sem que se lhe consiga pôr cobro.

Pois bem, aqui vos deixo com a minha contribuição para esse amontoado enorme que medra descomunalmente por essas vidas fora.



quinta-feira, janeiro 11, 2007




Três bandas subiram ao palco.
Duas de aquecimento e a última, a Tal, a que todos vieram ouvir.
A primeira, bastante fraca, Black Maria de seu nome e black, acho eu, o seu futuro. Tinha à sua disposição uma ridícula porção de palco, uma ninharia de espaço para mostrar o que valem - devo dizer que foi o espaço que lhe é merecido. Acabada esta exibição, retiram os seus instrumentos, vazam uns bons metros na plataforma, e, agora sim, sente-se um estranho rugir na audiência, um certo vibrar que até então estava ausente - nos primeiros minutos, cheguei a pensar que a noite seria um fiasco -, e aterra em campo, ou melhor seria dizer, no rinque gelado (coberto, é óbvio), um falcão loiro vestido de preto, desafiador, com o pé pousado num dos artefactos musicais e o cotovelo no seu joelho, enquanto proferiu madafaca's suficientes para fazer corar uma plateia inteira de sexagenárias em 2 segundos. Mas esta sim, aqueceu o povo (e os meus pés que já começavam a sentir o gelo que atravessava a madeira), Corey Taylor levou a multidão ao rubro; fartou-se de lhes (e me) dar banho após uma golada mais espirrada que bebida. É uma sensação inesquecível, esta de estar tão perto do palco, a escassos cinco metros, dava até para ler as tatuagens do vocalista!


Mais espaço ganho ao palco.
Eis que chegam.
Trazem com eles um pesado fardo de sucessos e é com isso que fazem a noite. Como presença de palco, achei-os bastante moles, jogo de luzes e truques visuais ficam aquém do meu desejado. A Amy, encontrei-a uma criatura reservada, tímida diria até, em falar publicamente, em comunicar com o público. Das poucas vezes que se nos dirigiu, fazia-o muito depressa, como se achasse que nos aborrecia com isso. Boring talker, disse-se ela, e eu não concordo. Para compensar, dá tudo de si no que escreve e quando canta, encanta! poderia eu aqui colocar para terminar a rimar. E foi assim. Uma noite que se verteria mágica numa outra altura, num outro mundo, mas que conseguiu atingir o seu ponto irreal a escassos minutos do final quando...







terça-feira, janeiro 09, 2007



A ampulheta descansa nos meandros do tempo.
Parar o tempo: um desejo do mortal quando se esquece da sua qualidade de deus.


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Dedicado a alguém com muito poucas dificuldades de comunicação, neste dia 9, Janeiro.