segunda-feira, julho 04, 2005

Na troca de dor de dentes



Resultou isto:
Image hosted by Photobucket.com

Image hosted by Photobucket.com

Deve ir desvairado da vida por esses confins fora, pobre coitado.
Meterem-se assim, deste modo abrupto, com a sua existência.
Era bom que os patos tivessem um dia licença para caçar quem o merece ser.

quarta-feira, junho 29, 2005

Lentes de Contacto - XI



No one can hear me, ’cause no one is around
But I still hear your whisper in the dark
I know I can go, I know I can leave whenever I please
But time is a jailer for me
(...)
Image hosted by Photobucket.com

I shut out the light
Alone in the dark
This time of night
Is the hardest part
(...)

Time is a jailer - Anouk

Ao sabor da roda




Tomei aquela que fica a Sul, virei na direcção Oeste e regressei pela que fica a Norte, desta vez com rumo a Este.
Com alguns pequenos ziguezagues pelo meio, perfiz um grande "U" de hora e meia a pedalar. Com o objectivo alcançado, o rio, saborei o ar da noite mais agradavelmente fresco daquelas paragens, o cantar dos patos bravos entrecortado pelo de alguns cisnes, que fazem das margens a sua moradia.

Image hosted by Photobucket.com
Ponte sobre o Rio Rideau @ Montreal Rd



Nota em suspensão permanente:
Ainda não consegui que alguém me desse uma explicação lógica, porque razão todos os edifícios governamentais, todos sem excepção, mantêm as luzes acesas durante toda a noite.
E não. Ninguém trabalha todas essas horas extras.
É algo que me causa espanto há já quase dezassete anos.

segunda-feira, junho 27, 2005

Mega Notícias



Teria eu ouvido 'west coast' e percebido 'east'?
É possível.
Mas também o é que tenha percebido perfeitamente bem.
E se assim o é, fico a magicar como podem ter feito assim um salto tão enorme, após terem traçado profecias sobre algo por vagos segundos, sem sequer aprofundarem as razões porque o fizeram.
Eu compreendo que a necessidade de atrair massas seja, possivelmente, ainda maior que a atracção que existe entre macho e fêmea - e nos dias que correm, nem só entre estes dois espécimes - mas há que manter uma certa coerência nos factos que se apresentam.
Nem tampouco ouvi mencionarem terramoto algum.

Image hosted by Photobucket.com
Lituya Bay - Alaska



Nota: Mega tsunami de ondas gigantescas que atingiram a elevação máxima de 516 m na Baía de Lituya no Alaska, a 9 de Julho, 1958.

sábado, junho 25, 2005

Ranunculus



Foi naquele sábado que me decidi a ir. Já me andava a prometer aquele encontro há bastante tempo, e numa inesperada onda de euforia, qual adolescente antecipando o seu primeiro encontro, larguei mão de todas as tarefas a cumprir - umas 2, 3 horas, não fariam diferença, pensei.
A verdade é que já o namorava, à distância, há uma data de tempo. Fiquei-me por uma eternidade, naquela relação platónica, a do olhar, a do voltear a cabeça e pensar "quando...?".
Aquelas horas que se iriam seguir, seriam só minhas e dele; de mais ninguém.

Foi um dos primeiros a ser construído, aí por volta de 1949, na cidade do pós-guerra, com aquele glamour ainda visível nas fotografias espalhadas um pouco pelas paredes. Ainda conserva, e ainda bem, bastante da sua originalidade, não se aliando aos avanços da tecnologia: nada de cartões de crédito ou de débito, só a pronto pagamento.
Estaciona-se na rua, onda calha, sem direito a um actual costumeiro mega-estacionamento, práticos, sem dúvida, mas enfadonhos, monótonos até dizer chega, como quem estaciona o gado para a matança.
O cheiro a mofo, a antigo, impera no local e para o toque final assim que assentamos o olhar no todo da sala, deparamos com aquela portentosa cortina vermelha (sim, de tecido e não plástico!).

Só as pipocas me desiludiram.
Não que estivessem rançosas ou fossem moles, simplesmente porque nem deveriam de lá existir. Nunca compreendi como é possível alguém gostar de assistir a uma sessão e metralhar os dentes ao mesmo tempo créc, créc, créc, créc!
É como fazer amor e crochet ao mesmo tempo; nem se aprecia um, nem o outro, em todo o seu esplendor.

"The Ballad of Jack and Rose" foi o escolhido.
Era o último dia de exibição, de modo que me presenteou com um bom número de cadeiras vagas à escolha, e por conseguinte, muito poucos disparos pipoqueiros.
Foi muito bom rever Day Lewis. Mais maduro que naquela época, mas a sua postura muito própria, continua a crescer pela positiva.
Ele é, para mim, sinónimo de uma viagem de comboio, dum encontro à entrada num qualquer cinema do Porto, de Kundera, do entrelaçar de mãos, da pele morena sob o vestido de aldogão amarelo, do cheiro a maresia com o conversar sobre o filme entrecortado de beijos dados sem promessa alguma...

Daqui a uns idênticos 17 anos, os mesmos que me distanciam desse Lewis, serão outras as lembranças, muito diferentes, é certo, nas quais predomino eu como personagem principal. Acho sempre triste sair do cinema sem ter com quem trocar impressões vivas do momento ainda quente, mas foi uma experiência fantástica ter ficado na incógnita, e invisível ao mundo que me rodeou enquanto o filme rodou.
Há que repetir a façanha e de preferência no horário nobre: o da noite.

sexta-feira, junho 24, 2005



Acabei de medir o pó acumulado em cima do monitor:
2 milímetros.

Só aos 5 é que o limpo. Dá mais gosto.

Lentes de Contacto - X



Quando os sonhos se vão
as lágrimas tomam o seu lugar,
fertilizam solo
para uma nova vaga de sonhos,
mais maduros,
mais tangíveis,
mais reais.


Image hosted by Photobucket.com

terça-feira, junho 21, 2005

Pedido bizarro



Era uma sala cheia de gente, que poderia ser um café, uma classe, uma festa, um amontoado de sons. Ouve-se um toque, repete-se, remexem-se mil bolsos e, mesmo sabendo que não era o seu, todos o abrem e encostam ao ouvido. De volta ao bolso com um ar desiludido, aquelas mil caixas de fósforos.
Há um braço que se estica no ar, um rosto que se assemelha ao da minha mãe e me diz "É a tua mãe".
Fico confusa.
"Sim?"
Afinal a ligação era uma tele-conferência(*) a três menos um, pois a voz da minha mãe nunca a cheguei a ouvir. Só a dele. Tão nítida como nunca a tinha ouvido sob tal estado. "Escuta", ou teria sido "Ouve", não importa agora; o pedido sim, esse é que me deixou ainda mais perplexa. "Quero que me pintes um biombo", pasmada, cada vez mais pasmada, "pintado como aquele quarto..." (qual quarto, penso agora eu?), "sim, aquele de que já falamos".
E eu que sim, que me lembrava perfeitamente.
Naquele instante a memória é mais elástica que nunca, lembra-se de todo o pormenor, passado ou futuro.
Aponto medidas, esboço traçejados e nisto sinto a voz que se vai.
Chamo por ele mesmo sabendo que já não me ouve, mas estranhamente, o nome que sai não é o dele. É o do irmão.
Regressa o barulho que até então se tinha espantosamente esfumado. Olhos que se apontam para mim.

Sobressaltada, vejo a custo as horas, quase oito, estou atrasada. Os pés de chumbo arrastam-me os ossos doridos e músculos fatigados.
É sempre assim que me sinto após uma noite fértil.


Image hosted by Photobucket.com



(*) palavra inventada por necessidade fantasiosa.

sábado, junho 11, 2005

mea petra e non culpa



Ao todo são doze.
Aí pelo quinto, sexto já se começa a sentir o frescor, o enlace húmido nos dedos, nos tornozelos, nos joelhos...
Ah! Pedras, benditas pedras.
Como vos amo.

quinta-feira, junho 09, 2005

Sombras na parede




Era deste modo que os adormecia.
Cabiamos todos juntos, à mão cheia na mesma cama, os cinco bem à larga, tal era o tamanho aconchegante dos seus corpos. Criou-se uma rotina suave, melodiosa que incitava o cair pesado das pálpebras.
Bryan Ferry soava na minha mente e eu ressoava o som para eles, ali no quarto.

Take the ribbon from your hair
Shake it loose and let it fall,
Lay it soft against your skin
Like the shadows on the wall
Come and lay down by my side
Till the early morning light.
All I'm taking is your time
Help me make it through the night


Com o passar do tempo a rotina mudou, e esse som desapareceu aos poucos, dando lugar a outras rotinas mais próprias ao avançar da idade deles.
Ontem relembrei-me desses minutos ao fim do dia e o som saiu de novo.
Mas o David...


- Mã, please. Stop singing. My eyes are wet...

quarta-feira, junho 08, 2005

Convergere



Entre pesquisas googlianas que cá deram à costa e os meus pensamentos-bolha, convergiu esta minha ideia de comemorar este dia.
6, 7, 9 ou 10.
De pouca importância se reveste ser um dia preciso. O essencial são as memórias que abrangem esta data.
O que, ou quem, pretendo homenagear, paira-me à volta revestido de uma certeza indecisa.
O que sei ao certo é que este dia, e os que o circundam, me são por demais importantes, pois gravaram em mim lições inesquecíveis, as quais levarei encadeadas a todas as outras pelos meus dias adentro.

Assim como nascem, assim se vão, as flores que desabrocham no jardim. Intactas.
Saboreio-as com o olhar, deixo que vivam os seus dias sempre presas à terra que lhes dá força e aprendo com elas, o que cada uma tem a ensinar.
No fundo esta dedicação vai para as flores com que me tenho cruzado na vida; aos acasos fortuitos, inesperados e inesquecíveis que esta vida me tem presenteado.

Image hosted by Photobucket.com

segunda-feira, junho 06, 2005

SadMan



Costumava fazê-lo nas sombras com que se revestiam as paredes, no picotado do cimento em qualquer superfície, nos azulejos onde fixava o olhar, nos nós e tracejados da madeira, mas nunca nas nuvens.

Até hoje.

Foi uma questão de segundos somente, mas bastou para que o visse.
Image hosted by Photobucket.com
Show me the world, SadMan.

domingo, junho 05, 2005

Procurando o arco-íris



Chega sempre assim.
Tão súbito como a sua partida.
Traz sempre consigo temperaturas escaldantes e húmidas, trovoadas repentinas com chuvadas entremeadas, e o chorar das gaivotas pela falta da maresia.
Image hosted by Photobucket.com
Never a dull moment!

quinta-feira, junho 02, 2005

Ecos



Á medida que a temperatura descia pela noite dentro, e o bafo de ar se tornava visível, o cheiro da caruma a queimar ao relento e o seu distinto crepitar que lança pirilampos pela noite fora, emergiam, da escuridão da memória, em proporção inversa à descida, certas passagens antigas "Quantas camisolas trazes hoje?", "Quatro!", "Ah... eu tenho cinco!!... e meias?".
E a geada pelas manhãs no vale do Ave.


Ecos desaparecidos de um tempo, reunidos no baralho de âmbito alheio.
Memórias em que os olhos se estendiam na passadeira do futuro, encontraram-se ali, neste tempo onde os olhos se voltam para a escadaria do passado.
Em quase nada se relacionam senão pelo ser comum.
Misturas num (e de um) caldeirão que, ora aquece, ora arrefece.

Image hosted by Photobucket.com
Bon Echo

segunda-feira, maio 30, 2005

À cata de vento



So close, no matter how far


Image hosted by Photobucket.com

Metallica

sexta-feira, maio 27, 2005

Novo ponto de referência



Das mesmas mãos de onde saiu Arch of Hysteria, recebemos de presente

Image hosted by Photobucket.com


Maman e os seus vinte e seis ovos de mármore.
Algo como 9.25 metros de bronze e uns $3.2 milhões (e não falo de teias).

press release
Maman ao vivo.

quinta-feira, maio 19, 2005

Expressões

Não me considero uma crítica de belas artes, a análise que lhes possa vir a fazer é puramente baseada numa certa relação 'amorosa' que enceto quando vejo obras que me toquem, cá dentro. Por essa razão, tenho uma certa dificuldade em aceitar como arte todas as obras que vejo serem exibidas, mesmo se tratando de galerias ou museus conceituados.

Caixas de cartão empilhadas, árvores artificiais com luzes e paineis, uma dezena de altifalantes de um palmo quadrado, 5 de cada lado das paredes de um corredor a soltarem gemidos diferentes; tudoisto para mim não tem nenhum significado.
Mas se calhar sou eu. Sem a sensibilidade para lhes apreender a beleza que possam ter.

Por isso achei como mais conveniente e atribuí esta minha medição privada, baseada no que cada obra me transmite, sem olhar muito a críticas profissionais.
O sentir-me bem com o que vejo.
Um bem estar perante a composição defronte de mim e procurar retirar dela alguma aprendizagem da época em que foi idealizada e trabalhada.

Aprecio obras nas suas mais variadas inclinações, mas tenho uma verdadeira paixão pelo Surrealismo e pelo Impressionismo.
Em relação ao primeiro, aproximo-me o mais que posso para assimilar cada detalhe na sua minúcia; e ao segundo, afasto-me, para lhe poder extrair toda a beleza de um olhar só, como me convém.

Sempre que posso, dedico-me ao museu mais perto que houver. Nesta minha última incursão, apanhei esta preciosidade. Quem diria que esta posição seja tão apreciada.

Image hosted by Photobucket.com
Arch of Hysteria (1993) por Louise Bourgeois (Paris)
bronze, silver nitrate patina

domingo, maio 15, 2005

In the arms of god



Sim, a redenção tem sido lenta mas segura e sobretudo exercitada num fluido de extrema ventura, desde aquele grito "CLARO QUE TINHA QUE ME PICAR!"
Hoje o olhar recaiu sobre a página L4. As mais recentes gravações ali estavam e mesmo em foco, uma foto de Pepper Keenan em perfeita harmonia com a sua guitarra.

O novo som saiu e, segundo os entendidos, muita da qualidade das 4 sobre 5 estrelas, por muito estranho que possa parecer à primeira vista, se deve à revolução de George W. do após 9-11.

imperial hubris
unholy oxymoron
infinite contadiction
become the enemy and soon defeat yourself


(C.o.C. - in Infinite War)

They couldn't have done it without you, George W.

sábado, maio 14, 2005

Criando asas




Quero ir para Portugal criar galinhas no campo.

É este o mote de abertura idealizada. E de fecho, já agora. Sim, porque nestas coisas de decisões pesadas e contra-pesadas nos túneis sinápticos ao longo de tanto tempo, eu sou muito côdea e pouco miolo.
Nunca fui muito de pregar a vertebrados aquáticos, de modo que criar penas para conforto da alma parece-me ser a saída mais adequada.

sexta-feira, maio 13, 2005

Lentes de Contacto - IX



Image hosted by Photobucket.com

- Conto-te sim da batalha de Aquinara, se me contares o que fizeste com os aneis de Urano...

terça-feira, maio 03, 2005

afinal...



já cá cantam!

Image hosted by Photobucket.com
Hans Memling


E daqui veio a influencia para o "Man of Sorrows".
Encaixa-se perfeitamente.

Desequilíbrio



Nem sei que lhe chame.
Se hipocrisia, se inconsciência ou insensibilidade, se pura e simplesmente estupidez absoluta.

A conferência focava a FOME algures em África; as imagens que lhes meteram pelos olhos dentro, ainda eles mal se sentavam, não deixaram margem para dúvida. No entanto, o resto de comida que raspei dos pratos nessa noite, deixou-me um amargo cá dentro.

Os pratos da balança continuam porcamente empilhados de um lado e tristemente vazios do outro.

Miradouro a roçar a saudade



É procurar uma vida inteira por aquele embrulho onde o ser e estar contíguo, mútuo, se interligam, se equilibram, nos bons e maus momentos. Uma corrente dentada onde o encaixe de um é o receber do outro e vice-versa, sucessivamente.

É o chegar a pontos de visualizar que se encontrou essa engrenagem. Ali, mesmo em frente. Inconfundível.
Saboreia-se esta pequena vitória furtada ao acaso, com um esgar de dor cruzado com um sorriso bálsamo. Sente-se a frescura das nuvens que nos roça a face.

É um atirar de areia aos olhos, que nos confunde os sentidos. O pedestal-que nunca existiu-desaparece, para me ver de novo na estaca zero. Só que desta vez o zero está mais fundo. Muito mais fundo. E o chão que piso é mais movediço que nunca.

Não durou mais que uns segundos ou anos. O tempo dispensado é irrelevante.
Na memória ficou para sempre marcada essa dentada.

É fodida, a procura.
Mas mais fodido ainda é já não haver mais alento para procurar.

quinta-feira, abril 28, 2005

Numa nébula (eu)



Last time I talked to you,
you were lonely and out of place.

You were looking down on me,
lost out in space.

Laid underneath the stars,
strung out and feeling brave.

Watch the riddles glow,
watch them float away.

...

I know you're out there,
somewhere out there.

Image hosted by Photobucket.com
Our Lady Peace

foto daqui

quarta-feira, abril 27, 2005

Bem...



... é que isto tem certos contornos que são, no mínimo, indescritíveis!

Já não me acontecia há um ano, mais ou menos.
Voltou-me a acontecer hoje, precisamente quando abro o 'word' para escrever o post anterior.
Resta dizer que utilizo esse programa bastantes vezes, mas neste prazo de um ano, tal não voltou a acontecer até hoje.
Eis a mensagem:

"You should never dive into murky waters."

(...)


A outra mensagem não era idêntica a esta.

São Malaquias



Já lhe dei umas voltas, não muitas porque me é difícil observar com precisão a veracidade ou não de tudo isto, mas algumas, e ainda não consigo ver qual a relação que existe entre «Gloria Olivae» e o homem que personifica Bento XVI para que se possa afirmar com tanta convicção que a profecia foi, de novo, cumprida.

Serei só eu a não ver?

Outro aspecto em que me detenho:
- Se as profecias estão ao alcance de todos aqueles que votaram, não será natural que queiram proceder em harmonia com as ditas, para conferir à igreja os seus dotes de sobrenatural?


Se formos a crer então, na veracidade destas profecias, estamos perante o fim de algo.
Algo que, como é costume numa profecia, nunca é devida e objectivamente indicado--como convém e mandam as "regras"--para que a vestimenta possa servir em vários corpos.


Não quero com isto refutar tais profecias--não acredito nem deixo de vir a acreditar.
Só quero é ver mais claramente algo que se me depara turvo.

Mais aqui.

terça-feira, abril 26, 2005

The Sphere



Imaginei agora mesmo outra face neste berlinde enorme onde vivemos.
Uma face que nunca sentiu rasgarem-se em si as descobertas marítimas:
Portuguesas, espanholas, holandesas, inglesas ou...
Nenhuma existe neste momento imaginado.




E nesse meu ver, a visão é: SUBLIME.


Image hosted by Photobucket.com

segunda-feira, abril 25, 2005

Image hosted by Photobucket.com

quinta-feira, abril 21, 2005

Ajuda é precisa (e muito!)


Em relação a ler jornais ou revistas, eu tenho uma peculiaridade--e digo isto porque nunca me cruzei com mais nenhuma alma que assim o faça--que é o seguinte: começo sempre pela última página.

Não compreendo muito bem esta minha maneira de ser, mas não estou de momento interessada em aprofundar o assunto.

Ora, numa das minhas últimas excursões "magazineiras", deparo-me, logo ali na contra-capa, com esta foto que mais abaixo insiro.
Não deixa de ser interessante o facto de mudarem a secção 'Comics' (de uma revista que nem sequer a tem!) para tal posição de destaque.

Transcrevo aqui uma pequena parte do anúncio, mas para quem tiver maior curiosidade e, quiçá, queira alargar os cordelinhos da sua bolsa e socorrer tais famílias necessitadas, cá vos dou a passagem.

"Through Unmet Needs, families receive aid for things like home and auto repairs, child-care, emergency medical expenses, even mortgage and rent payments.

(...)

100% of your donations goes directly to our military families in need."

Image hosted by Photobucket.com

NOTA importante:

Se por um acaso eu deixar de 'pastar' por aqui, agradecia que avisassem a minha mãe para vir tomar conta dos miúdos. Com tantos tradutores online, apesar de facciosos, nunca se sabe por que estepes se passeia este 'big neighbour' adorado.

segunda-feira, abril 18, 2005

Cadeia de Literatura



Pelas mãos do Manuel, veio aqui ter uma das pontas desta corrente.
Não duvido que ajude quem nos lê, a ter mais um pouco de conhecimento a nosso respeito.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

- Muito sinceramente, não me consigo ver a memorizar letra a letra o conteúdo de um livro, como forma a resistir contra o 'sistema'. Lá haveria de arranjar maneira de lutar contra ele de uma outra forma.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?

- Nem por isso. Tenho, por vezes, vontade de lhes mudar o rumo dado pelo seu autor, mas nunca a pontos de me deixar apanhar por um personagem. Deixo isso a cargo dos da realidade.

Qual foi o último livro que compraste?

- "Lady Oracle", de Margaret Atwood por imposição escolar.

Qual o último livro que leste?

- Um livro infantil de nome "Big Al" sobre um peixe muito amigo mas de aspecto assustador, de quem todos os outros peixes costumavam fugir com medo.

Que livros estás a ler?

- Comecei o de L. Antunes "Eu hei-de amar uma pedra", mas está em fase de ponto-morto e leio também uma compilação de 'short stories' com nomes que vão desde Edgar Allan Poe, passando por James Joyce, Nathaniel Hawthorne, Herman Melville, Steven Leacock, Alice Munro, entre muitos outtros, e acabando em Russel Smith.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

- Gostava bastante de ler Miguel Esteves Cardoso (qualquer um dos seus livros), mas não tem necessariamente que ser numa ilha deserta. Se bem que num local desses, duvido que me dedicasse inteiramente à leitura, preferindo, de longe, explorar o local.

A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?

- Passar, eu passo, só não sei se teremos algum feed-back :-)
Portanto, as minhas pontas passo-as:

- ao Dragão;
- ao Scum e
- aos Tapores (qualquer um deles ou até todos ao mesmo tempo--seria lindo ver tais respostas agrupadas).

Porque lhes aprecio bastante a escrita. São três estilos completamente diferentes.

Uma lição



Aprendi-a ontem.
Uma lição a aplicar em qualquer relação amorosa ou de 'encosto'.
Algo que já deveria ter vislumbrado há pelo menos uns nove anos, o que me teria poupado muitos dissabores e montanhas de desilusões.

Nunca deveria envolver-me numa união, que não tivesse tido o seu começo com base na agressividade.
Não necessariamente gerada entre os dois intervenientes (também, mas não obrigatoriamente) dessa futura união, mas sim que servisse de palco a esse primeiro encontro.
Só assim se saberia se as posições tomadas por cada um dos dois, face à tal agressividade, se coaduna ou não um com o outro e isto é, a meu ver, de desmedida importância.

Quem diria...



... que eles são de tão fácil acesso como qualquer um de nós, mortais.

quarta-feira, abril 13, 2005

São estados



Sinto-me pequena.
Minúscula.
A pedra que um dia fui--ou pensei ter sido--desfaz-se a passos largos em pó.

Olho em volta e o que mais vejo são seres que se dizem alados.
Com elas quebradas, inteiras, no descanso, em todo o seu esplendor ou cansadas de se propalarem, mas têm-nas, as asas.
Sentem-se pelo menos donos e senhores delas e não se cansam de exaltarem com toda a força essa sua capacidade peculiar.
Retraio-me sobre mim mesma, tal é a inferioridade que me esbate, perante tais vantagens.
Eu não tenho sequer uma única pluma que me dê esperança de um dia poder, também eu, desaparecer no ar em pleno voo.

Image hosted by Photobucket.com

É só um estado.
Mais um que atravesso.

Umas valentes horas a esfregar, tratar de roupa suja--pilhas infindáveis dela--refeições, trabalhos-de-casa, operações, acarinhar após quedas, acarinhar mesmo sem cair, etc, etc que até me assusto com a lista que já antevejo... farão com que adie, de novo, mais um pulsar freneticamente rítmico do que eu, no meu estado mais íntimo, sou.

terça-feira, abril 12, 2005

sábado, abril 09, 2005

:-)







(...)

segunda-feira, abril 04, 2005

Lentes de Contacto - IX



"To take a chance on life again"

Image hosted by Photobucket.com

sexta-feira, abril 01, 2005

Lentes de Contacto - VIII


E eles chegam.
Num misto de euforia e dor.

Image hosted by Photobucket.com


Is here !

quinta-feira, março 31, 2005

Mais um



número mágico.
A ternura sem fim com que ela me presenteia e se rodeia.


(foto aqui)

Lentes de Contacto - VII


There's nothing to lose
When no one knows your name
There's nothing to gain
But the days don't seem to change

(Billy Talent)



Image hosted by Photobucket.com

terça-feira, março 29, 2005

E se...



Quantos "se's" já foram um dia pavorosos, abalaram completamente a fundação do pensamento colectivo da época e, no entanto, tornaram-se realidade aceitada como irrefutável?
Muitos. Não há dúvida disso.
Não sem antes provocarem bastante poeira e irritação em certas mentes.

Ontem dei de caras com este título num jornal: The Engineered Moon? Whoa!

Nunca tinha lido nada a respeito da Lua que apontasse nesta direcção, mas a julgar pela informação prestada em diversos web-sites que mais tarde andei a ler, até já é uma teoria com alguns anitos.
Não foi bem choque, o que senti. Foi mais admiração daquelas de queixo completamente caído aos pés (exactamente como nos desenhos animados--sou muito propensa a extremos).
Em termos muito largos, o artigo reza o seguinte:

Existem certos cientistas que defendem a teoria de que a Lua é oca, e que nem sequer se trata de um fenómeno natural, mas sim fabricado por... por alguém... alguma civilização deveras avançada.
É claro que não é fácil provar esta hipótese e muito menos convencer com evidência a crença estabelecida; isso seria rasgar com muitas das convicções que suportam a raça humana.

E quem é que está disposto a duvidar a esse ponto e a crêr em algo completamente oposto?

Que tipo de acontecimento teria que se dar para que tivessemos que repensar totalmente a nossa opinião?

No artigo em questão, encontrei também os tais sites que acima mencionei. Para os interessados:
Anomalias 1
Anomalias 2
Anomalias 3

Acima de tudo, acho que convém entrar com uma mente aberta e estar preparado para um olhar fresco sobre certas evidências.
De tal modo que até já esbocei uma certa especulação a partir desta teoria.
Só não me atrevo a explaná-la aqui, com receio de repercussões negativas. ;-)

E afinal, a Terra sempre é redonda e é ela que gira à volta do Sol.

_______________________________________________

Nota: Enquanto os links não funcionam, cá ficam os endereços prontos a serem 'pastados'.

1. www.geocities.com/jilaens/moon.htm
2. www.anomalous-images.com/moon.html
3. www.hq.nasa.gov/office/pao/History/TM-3487/notes7.htm

sábado, março 26, 2005



No meio de tanta amêndoa, bolas e folares, parece haver uma mensagem subliminar que faz jus à sua condição.



Marc Chagall - White Crucifixion

quinta-feira, março 24, 2005

Image hosted by Photobucket.com
Um dia, congelo-as todas.
Não as verterei jamais, nem por ti nem por ninguém.
Deve ser um sonho, só pode, a ideia de que posso fazer incidir os raios de sol na nossa vida.

quarta-feira, março 23, 2005

(estou com pouca paciência para arranjar títulos...)



Image hosted by Photobucket.com

Esta é forma mais aproximada do que eu sinto para vos agradecer, a todos sem excepção (tivessem deixado comentário ou não).
Se é mariquice ou não, cago para isso.
Deixo-vos com um pouco do que me extasia.

(prometo que vou criar um blog alter-ego e não vos preocupo mais ;-) )

sábado, março 19, 2005



Cada vez mais a vontade é menor.

To fuck it all... to fuck it all up!!... é uma ideia por demais pavorosa e tentadora, e nela se entrando, deve ser tremendamente viciante.

Escusado será dizer que estou na merda.

De que serve a merda de um blog quando começamos a evitar de publicar certas reflexões; quando as remetemos para o draft do pensamento à espera que as (mal)ditas desapareçam, e com esse desaparecimento, nos evaporemos também.

De nada serve, digo eu.

quarta-feira, março 16, 2005

Deixa de o ser, se lá se chegar...



Conseguir parir uma foto destas, é como ter a sensação de possuir por, nem que seja uns meros segundos, uma poderosa mão criadora.



Quando eu for grande, quero pertencer a este Clube.

terça-feira, março 15, 2005

Este meu homem



(foto aqui)
... fez anos ontem.

É só mudar o oito para quatro, o sentimento lá reflectido é o mesmo; o meu tempo livre é que nem sempre o é.

Só uma pequena nota para um possível esquecimento.
Com uma feição tão madura, esculpida naquele rosto que me apetece morder sempre que me abraça, disse-me:
"I just wanna stay little! I don't want to grow up"
(2/Mar/2005)

E eu rio (sim, eu sou louca pelo riso... posso não ter nunca dado a entender isso, mas sou) muito com estas saídas.
Rio de alegria e tristeza pela já maturidade do seu pensamento.

domingo, março 13, 2005

De falhanços a folhanços



- Have you ever failed?
- Never!... in school, that is. Although I did fail lots of times...
- What do you mean?
- ... in life. I failed in life.
- What was your biggest mistake? (tenho-me apercebido que, nesta idade, tudo é medido por extremos)
- Coming into this country (silencio) I had never told you this before, have I? (sorriso)
- No. ...why don't you go back?
- Because I can't. ... not right now.
- Why don't you like it here?
- I can't really explain it... it's just... not my place. (como a posso fazer compreender?)
- Why are you crying...?

________________________________________________

Uma hora e tal antes, e a propósito de lucky shamrocks e trevos de quatro folhas (que por sinal não são a mesma coisa).

- Why do they say four is lucky?
- I think it all has to do with your belief. If you really believe it will bring you luck, then it might indeed. Even it only has three, two or one.
One day, Avô gave me one that he had found...
- Did it bring you any luck?
- Yes. Luck with four names on it: Verónica, Jessica, Daniel e David.
E ela sorriu.

Image hosted by Photobucket.com

_______________________________________________

Posto isto... à tua pergunta "Tás bem?", esta resposta é mais completa do que simplesmente "ponto-morto".
Se bem que as duas tenham exactamente o mesmo significado.

quinta-feira, março 10, 2005

E os passarinhos?



Aqueles que ficam por cá; os que não migram.
Como podem eles aguentar descidas escabrosas como a da noite passada?

O pior é o vento. O tal windchill factor. Que chega por vezes a dobrar a descida. Rasga-nos a pele exposta.
O bafo quente que nos sai do cachecol, permite o aparecimento de estalactites nas pestanas e nas narinas.
Acredito mesmo que exposição prolongada a frio deste, seja o fundamento de muita da loucura visível(*).


Adenda:
(*)E invisível.

Image hosted by Photobucket.com

terça-feira, março 08, 2005

Ai hoje é Dia da Mulher ?!
Por vezes nem acredito que tenho os pés na terra.

(voltei atrás e coloquei maiúsculas no D e M, não fosse ferir alguma susceptibilidade mais tenra)


Nunca fui de me amedrontar com obstáculos, qualquer que tenha sido o seu tamanho ou massa, nos trajectos que tenho feito.
O que me aterroriza mesmo, é a possibilidade de não haver sequer jornada a percorrer.

Esta imagem persegue-me



Já há dias que andamos aos encontrões uma à outra, de um modo tão amiúde, que até me arrepia.

Image hosted by Photobucket.com

Marc Chagall, Birthday.

sexta-feira, março 04, 2005

Message in a bottle



Sê o meu 45º.

Ass:

Mesma origem

quarta-feira, março 02, 2005

Um dia muito especial



Foi há 8 anos.
Há 8 anos que nos vimos pela primeira vez.
A bem dizer, eu vi mais que tu a princípio, mas a cada dia que passa é o teu olhar que vê cada vez mais e me alarga a visão.
Não foi um daqueles casos de amor à primeira vista. Não.
Não o foi porque eu já te amava há muito mais tempo.

Longe vai o tempo dos meus apontamentos a cada segundo da tua vida.
Longe vai o tempo do assinalar os teus marcos miliários.
Os centimetros que eram devorados pelo teu corpinho que se estica a uma velocidade louca, deixei de os apontar...
Tudo isso passou.
Ficaste tu.

Há de tudo entre nós: amor, raiva, ternura, zangas, cumplicidade, afastamento...
E é por tudo isto que és uma das pedras fundamentais à minha existência.

Nada do que aqui escreva conseguirá espelhar o forte sentimento que nos une; nem sequer fazer corresponder as palavras certas com a pessoa especial que tu és para mim.

Só quero que saibas o quanto eu te amo.

Tua sempre,

Mãe

(foto aqui)

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Funcho



O desmembramento, esse, é contínuo, sádicamente pausado, pautado.
Deixo que ceifem, um após outro, pedaços de mim mesma, sem vacilar.
Não (só) porque me embriaga de prazer, mas sim porque esses fragmentos nunca foram realmente meus.

E na plaina do que me restar (se restar), vou por certo compreender-me mais facilmente.
Vendo-me despojada do supérfluo, a visão tende a clarear (... não?).

sábado, fevereiro 26, 2005

Diálogo entre filha & mãe



- What are you reading?
- "Life before man"
- But... that doesn't make sense!
- (gargalhadas despregadas)


Já há bastante tempo não me ria assim tão plenamente.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

The switch is On


Sou filha da noite.
Sempre fui.
Desde muito jovem.
Não tanto daquela noite de farra (também, mas sem comparação com esta noite).
Mentiria se dissesse que não sei bem o que me atrai ao silencio da negrura, no entanto não o direi; é algo de que não me disponho a partilhar (por enquanto).

Embora não sendo uma criatura do frio, confesso que as mais belas noites jamais presenciadas por mim, foram aquelas que deslizaram perante os meus olhos sob um frio inumano.
Não sei se pela luminosidade existente em tal oposição teatral, se pelo desejo de ares mais cálidos... mas definitivamente pelas sombras.

Pela objectiva, nada via. Limitei-me a apontar para onde achei que devia estar.
E estava.



PS: Apeteceu-me escrever este post em caracteres webdings.


terça-feira, fevereiro 15, 2005

Time off



Não é que deva realmente interessar a alguém; serve mais como uma auto-imposição do que um aviso amigável aos que aqui me visitam.

Uma, duas, três... dias, semanas ou mêses, não sei.
Vou descansar (disto aqui).

Um beijo amigo a todos os que me têm vindo ler e ver. Até um dia destes.

Em relação ao casal de pulgas peludas...


... que atraíram o Vic, lembrei-me de salientar algo a respeito destes exemplares.

Quem não conhece Velcro®?

Esta tão versátil e indispensável ajuda no quotidiano (principalmente para quem tem filhos) emergiu após uma minuciosa observação das tais 'pulguitas'.

Corria então o ano de 1948, quando o suiço George de Mestral, após ter saído com o seu cão para um passeio pelos campos, chegaram a casa cobertos de 'burs' (quem sabe o nome disto em português?).
A partir daqui, fez-se história.

Poderão ler melhor a esse respeito em qualquer site destinado a invenções.
Esta página aqui, é um bom exemplo disso.

domingo, fevereiro 13, 2005

Lentes de Contacto - VI




domingo, fevereiro 06, 2005

Frase que me vai provocar bastantes saudades:



- Mããaa... I'm done fazering cócó!!


Daqui a uns 50 anos!!!

Lentes de Contacto - V






sábado, fevereiro 05, 2005

O Sono


O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim.
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem? Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono! ...


Álvaro de Campos

___________________________

Com preguiça da outra e com muito deste sono.

___________________________

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Lentes de Contacto - IV



quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Icewine


(o primeiro copo vai para o DervixeRodopiante, que me avivou a memória em relação a este assunto)

Uma nova tradição canadiana com origem na Alemanha.
Como quase todas as boas descobertas, esta também teve um nascimento um tanto acidental.
Produtores de vinho em Franconia tornaram necessidade em virtude quando por acaso esmagaram uvas geladas e ficaram surpreendidos pelo elevado teor de açucar.
Corria então o ano de 1794 (assim dizem os entendidos).
Mas só por volta de meados de 1800 é que se começou a produzir icewine intencionalmente.

No Canadá, e em muito pequena escala, Walter Hainle produziu pela primeira vez este néctar, em 1973.
Nos dias que correm, o Canadá é o maior produtor deste vinho doce, rico e raro, vindo a maior parte da colheita da área da Península de Niagara.

Tal como o nome leva a sugerir, os cachos de uva ficam na videira até muito mais tarde e só são apanhados (de preferência antes das 10h da manhã e a uma temperatura que não exceda os -8ºC) após terem sido "aconchegados" com uma boa dose de neve e geada de inverno. Este tratamento faz com que desidrate os bagos e lhe concentre os açucares, ácidos e aromas, intensificando desse modo os sabores.

As uvas congeladas (e nunca deverá tratar-se de um congelamento artificial) são pisadas no exterior, a um frio extremo. A água contida no sumo, permanece congelada em cristais de gelo e somente umas poucas gotas de sumo concentrado é obtido.
Procede-se então à fermentação lenta do sumo, o que leva vários meses, parando naturalmente.

A título de curiosidade:
- A Ásia é o maior exportador de icewine canadiano;
- Uma garrafa de 375ml pode atingir os "seus" $300;
- No Canadá, o preço médio para uma dessa garrafitas é de $45.


Tragam os queijos, eu forneço o vinho! ;-)
... tchim, tchim





segunda-feira, janeiro 31, 2005

Welcome to Dildo !



Pelos vistos, anda aí pela comunidade bloguística, uma febrezita encadeada de nome Dildo.

De modo que me lembrei de vos dar a conhecer isto.

(acho melhor não entrarem pelo link adentro com as perspectivas a mil; podem-se desiludir)

domingo, janeiro 30, 2005

Lentes de Contacto - III


quinta-feira, janeiro 27, 2005

Para não esquecer



60 anos

(por incrível que pareça, nunca mais aprendemos a mudar)


Fotos daqui e daqui.

domingo, janeiro 23, 2005

O Canada!


Aqui está, para concluir uma promessa feita há tempos ao Dodo, um pequeno apanhado, feito de um modo aleatório no meu dia-a-dia, de elementos que caracterizam parte deste povo e que ele poderá incluir (se assim o bem entender) na sua coluna sobre nacional-hinologia,
É uma ementa com carácter eterno. Novos elementos podem sempre se juntar.

Cá vai, então:



"A mari usque ad mare"
(cá está o hino e a letra para acompanharem)

- Defensor agressivo dos direitos humanos;

- Defensor agressivo de qualquer direito a quem tenha direito de os ter, e que muitas vezes acaba por entrar em conflito com outros direitos anteriores;

- Sociedade comodista;

- Condutores extremamente amaveis;

- Ter cuidado com a velocidade aplicada por eles (condutores): respeitam sempre os sinais de velocidade maxima; nunca os substime!

- Conduz-se só com uma perna; os músculos da esquerda vão definhando;

- Women rule (ou seja, é uma nação gerida por mulheres);

- Corrida ao Ouro.
Em Agosto de 1896 quando Skookum Jim Mason, Dawson Charlie e George Washington Carmack encontraram ouro num afluente do rio Klondike situado no território de Yukon, não faziam a mínima ideia de que acabavam de dar início a uma das maiores corridas ao ouro em toda a história;

- Inuksuk- objectos feitos em pedra pelos Inuit (vulgo esquimó) e que quer dizer 'to act in the capacity of a human'. Dentre as suas várias funções prácticas, destaca-se por ser útil na caça e ajuda à navegação, dar coordenadas, indicadores e transmitir mensagens;

-Uma fatia de arte. Em 1920 estes pintores formaram The Group of Seven;

- Kluane Park, no Yukon, é o ponto mais alto do Canadá com 5,959 metros acima do nível do mar;

- Segundo país com maior extensão territorial, composto por 10 províncias e 3 territórios;

- The First Nations : A constituição canadiana reconhece três grupos aborígenes- Indians, Métis people e Inuit.
São três povos que se destacam pelas suas tradições, língua, crenças espirituais e costumes únicos;

- Museu de Guerra.
Dizem que a sua missão é para: Remember, Preserve and Educate. Tendo em conta a quantia que lá vamos todos meter no dorso do porco ($135.75 milhões), vão ser aulas para durar gerações infinitas. Para quem gosta de acção, é só clicar no link da camera ao vivo no lado esquerdo;

- Bidé.
Eu tinha que falar no bidé. Acessório tão prático mas quase inexistente neste país. Símbolo (para mim) de poupança, moderação e economia e no entanto só se vêem (e muito raramente) nas casas da alta sociedade! Um verdadeiro enigma, a meu ver.

- Homossexuais americanos estão desde há cerca de um ano a invadir território canadiano, legalizando-se; uma vez que foi permitido neste país o casamento entre eles (e elas). Um dos contra-ataques ao governo, reside na afirmação de que por este andar, muito em breve, será legal exercer aqui a poligamia.

___________________________

Por hoje fico-me por aqui. Assim que me lembrar de algo mais, adiciono.

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Da gaveta de dentro - II


Nunca gostei de apagar as velas do bolo de aniversário (aquando em adulta), como quem deseja apagar todos os erros do passado.
Redimir-se do mal que fez.
Esse desejo de recomeçar.
Nova massa.
(como se isso fosse possível...)
Nunca gostei.

Porque o que sou hoje, é precisamente essa soma de erros com umas subtracções esporádicas de remorsos.
(e um pouco de algo mais)
E isso eu não desejo apagar.
(por enquanto)

Para o ritual de aniversário (se é que realmente tem de haver algum), prefiro o acender pausado e firme, de cada uma dessas velas e quedar-me a vê-las arder até ao último resquício de fio, enquanto as vozes bradam ao meu redor.

Leonardo da Vinci



Será que foi aqui que ele se encontrou com Mona Lisa para lhe perpetuar o rosto?

Para já, é só mais uma teoria.



Margaret Atwood



Segundo os críticos literários, é considerada uma das escritoras mais talentosas do nosso tempo.
(Cada vez mais me convenço que todas estas referências na contracapa dos livros, são bastante subjectivas e relativas).

Há uma certa passagem no livro que estou a ler, não sei se propositada (nada até aqui me leva a pensar que sim), que me deixou perplexa.
É pena (se realmente foi falta na pesquisa da escritora), pois tem uma escrita que se absorve bastante bem e um sentido de humor à mistura que chega a roçar a sátira despretenciosa.
Falo desta parte:

"I closed my eyes: there in front of me, across an immense stretch of blue which I recognized as the Atlantic Ocean, was everyone I had left on the other side."


A acção decorre numa pequena aldeia chamada Terremoto, em... Itália.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Sliding awayyyyyy....



A- desculpa, mas nao posso falar com acentos
B- Não faz mal :-)
A- ehehe... fica um tanto esquisito falar sem eles...
e como comer uma boa sardinha assada,.... e nao ter que lhe retirar as espinhas
B- lolll
A- (por mais incomodas que sejam, sempre lhe pertencem)
B- k comparação....
A- ahahahahha
A- essa foi boa... (acho que merece ser repassada )


___________________________

E por falar em sardinhas.
Deixem-me cá gravar esta passagem neste paredão:
Aqui, no Inverno, parecemos todos uns chouriços ambulantes, enregelados, à procura de uma boa brasa.



segunda-feira, janeiro 17, 2005

Dúvida I



Mãã... tem mais criminosos fora ou dentro das prisões?

(Veronica)

Na busca da raíz



“Only two things are infinite: the universe and human stupidity, and I’m not sure about the former”
(Albert Einstein).

Outro Albert, procurou equacionar a tal questão; qual brecha mais dilatada que qualquer buraco negro imaginado.
No que deu?

... nisto

sábado, janeiro 15, 2005

Hope dangles on a string
Like slow spinning redemption
Winding in and winding out
The shine of it has caught my eye

...

So let me slip away
So let me slip against the current


(Dashboard Confessional - Vindicated)

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Um amor de perdição



Namoram-se sempre que podem.
Quase nunca quando mais o desejam.
Acredito que (preciso de) um dia possam ser felizes no transpor dos seus percalços.
Sem metas e várias barreiras.








Um complemento singular.

Se conduzir...



Desaconselho (eu até diria "veementemente", não fosse a trabalheira de o escrever) conduzir após ter jogado Pac Man por uns minutos!
(ok... ok... umas horitas).

É que por breves segundos, o cérebro confunde-se e o acelerador vira controle de velocidade do joystick e os carros que connosco se cruzam, mais parecem as cabras montanhesas. Pulamos nelas com o rabo (sim, sim... diz-se mesmo assim: butt bouncing) e elas evaporam-se.
E os peões?
Esses transformam-se em fantasminhas psicadélicos. É só comer a pastilhita amarela e... puff!
Vão-se!
Há só um ligeiro senão: só nos é permitida uma vida para estas diabruras todas que pululam o pensamento.

(mas que a tentação é grande, ai isso é)



... e não bebi!!

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Cabeçadas - V



No silencio, eu escalo-me.


_________________________________

Este é um dos entremeios do bolo que está para sair do forno.

- Bolo de arroz?
- Também podia ser, mas se calhar... é Rei.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Ainda na senda de referências



Salivei-me que nem uma perdida ao ler este sítio.

Isto é que foi um manjar de deuses!
E como aperitivo, um almofariz bem requintado. ;-)

Bendita a hora em que deitei fora a cana de pesca: apanha-se peixão muito mais gordinho com a Pesca de Arrasto (de preferência, com rede fina - perdoem-me lá vocês no DGPA).

(buurppp)
(com licença)
Estou satisfeita.
(por agora)!


domingo, janeiro 09, 2005

Sem muito tempo...



Gostaria, no entanto, de deixar aqui uma referência a um texto ("O mar enrola na areia") que eu achei excelente de alguém que eu, desde que descobri o seu blog, passei a ler com bastante atenção.

Aos poucos, acho que vos consigo ler a todos.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Cabeçadas - IV



A cada bicho, seu condicionamento.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Saudade



Já não costumo chorar nas despedidas.
Não sei desde quando, já não tenho lembrança da última vez, mas já foi há bastante.
Talvez seja pela assiduidade com que têm acontecido ou, quem sabe, seja mesmo assim, um processo pelo qual eu (e qualquer um que se despeça frequentemente dos que ama e onde haja distância física considerável) temos ou devemos de atravessar.
Uma rota incontornável.

Só depois, já de regresso a casa, sózinha, projectam-se-me cenas de um futuro que não verei; as vozes que até há bem poucos segundos atingiam-me os tímpanos com uma perfeição cristalina, não passam agora de sons abafados pelo meu murmurar.

Tive dificuldade em discernir a estrada, por várias ocasiões e de nada resultou ligar os limpa-pára-brisas.

Passou-me então pela ideia um pensamento que tinha frequentemente em criança:
- queria morrer antes de ti, para não ter que sofrer com a tua morte.

Agora que sou também o que tu foste (e continuas a ser) para mim, hesito débilmente em que lado desta balança colocar os pés desnudos...



(após ler o teu bilhete, a Verónica diz que continuas presente... no coração dela)

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Retrato de (um) povo/s



Não é o tecto da Capela Sistina...
eu sei...
é, todavia, a veia que nos transporta à descoberta de algo que, no fundo, faz parte de nós mesmos.




Canadian Museum of Civilization

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Lobo Antunes diz que há-de amar uma pedra...

E que fazer quando já se ama um rochedo?

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Ofereço-vos...



O açucar em pó das minhas manhãs


A farinha das minhas tardes


E a heroína das minhas noites

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Surpresa!



Não podiam ter chegado em melhor altura.

O termómetro atingia uns fantasmagóricos 40 e tal negativos (tomando em consideração o factor vento), quando, por volta das 3 da manhã sinto baterem à porta (e não era a neve, não).

Pelo meio da condensação cerrada, gerada pelo abrir da porta; na fronteira entre o quente e o gelado; vislumbro-lhes os rostos.

Eu só posso dizer:
- Sou filha de uma mãe fenomenalmente louca!
Que se lixe o pai natal quando se tem uma mãe assim!

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Diálogo - I



Estava na hora da deita.
No quarto escuro desenhavam-se as habituais sombras de todas as noites.
Ele nem sempre se queixa, mas nesta noite em particular, fê-lo mais que o habitual; de modo que...

- Ouve Daniel... que é que vês no escuro?

- ... hmmm.. nothing.

- So... there's nothing to be scared of.

- But... if you're not scared of anything, you don't belong in this world.

(eu arregalei os olhos: pela natureza do que ele me disse, mas também porque despertou em mim uma certa lembrança de algo em que eu pensava quando era pequena)

- Mas... como é que te lembraste disso?

- Verónica told me so.

________________________


Já falei com a Verónica.
Fiquei a saber que de facto eles já tinham tido esta conversa mas foi mesmo ele que se saiu com aquela tirada.
É natural que ele tenha feito uma certa confusão em relação à sua proveniência; a memória trai-nos mais do que muitas vezes julgamos.

Mais confusa fico eu com a maturidade do que se passa nestas cabecinhas tão jovens.

sábado, dezembro 11, 2004

(toc-toc-toc)



(toc-toc-toc... toc-toc-toc)

"Atão?... 'tá alguém em casa?..."

"Será que o riacho secou de vez?.."


(tec-tec tec-tec-tec)

"...'inda não, 'inda não!
Agora voltei ao tempo da velha máquina de dactilografar... tsc tsc... sai tudo mal.

Só erros, papel desperdiçado, paciência esgotada... e ainda por cima não lhe encontro o botão de ESC!"
(pfff)

Poema bibitu



Como não posso estar quieta por muito tempo, quando ando de autocarro entretenho-me a pescar frases que vejo nos reclames de publicidade que revestem as paredes do dito e me acolchoam as pupilas.

Saiu algo como isto:

Better get used to hearing

Reward

Courtesy and respect it's a two way street

Ventilation

Suis ta passion!
Pay the fare or pay the fine
Wherever life takes you

"Exit at the rear"




segunda-feira, dezembro 06, 2004

Da gaveta de dentro - I



Aqui há uns dois anos atrás, aquando em Portugal, achei, no mínimo, "curioso", quando uma das minhas tias (que nem sequer o é) me informa, toda entusiasmada:
- "... o Fernando já não trabalha na fábrica! A Rosinha comprou-lhe um café."
Sorriso de orelha a orelha, referindo-se, respectivamente, ao seu cunhado e sua irmã.

Se este facto me tivesse sido contado por um familiar directo do Fernando, a exposição teria sido feita de outro modo, estou em crer.

É estúpidamente absurdo como a parcialidade nos consegue vendar o raciocínio.

sábado, dezembro 04, 2004

Som de embalar



Pink Floyd rasgava o ar,
"Home, home again
I like to be there when I can..."
.

Nunca apreciei tanto permanecer no vermelho, como naqueles minutos que se lhe seguiram.
Teria ficado ali por muitos mais vermelhos, não fossem as buzinas que iriram estilhaçar o momento.

Ali... mesmo em frente, a uns 35º da linha do horizonte (nunca eu a vira tão baixa, palpável) vi-me lá, "home, home again", deitada sobre aquele manto cremoso de quarto minguante; perfeito gomo de embalar.

São momentos como este que pertencem à tal cadeia-por-ser e quando acontecem, elas nem pedem licença; transbordam e fluem naquele leito morno, sem que lhes seja necessário indicar o trajecto.



quinta-feira, dezembro 02, 2004

Mais um episódio branco



Esta revelou-se uma noite ainda mais rocambolesca que a da "maçã branca" e companhia.

Perco o autocarro, levo o carro.
Dou mil voltas para arranjar um estacionamento vago.
Aula.

...

De regresso ao lugar X, estarreci ao vê-lo... vazio!
Verifico se foi mesmo nesta rua que o deixei... SIM, FOI!

Roubado ou rebocado?

Telefono à polícia.
Serviço telefónico impecável, sem esperas, eficaz, ligações internas rápidas que terminam no serviço de... reboque.
Aponto a rua e número.
Tomo um autocarro até lá perto.
Segue-se uma viagem de taxi = $8.oo
Chegada à destinação, há que arrotar com $90.95 se desejo as 4 rodas de volta.
Tempo usado nesta "vadiagem" = 3 horas.
(convém adicionar que é madrugada)

Ah bendita neve que tudo encobres (até mesmo entradas particulares!).

MORAL da história:
Levanta sempre o manto, por mais belo que ele seja, pode sempre esconder inconvenientes.

sexta-feira, novembro 26, 2004

Cabeçadas - III


Eu tenho momentos de felicidade com pequenas coisas; aragens simples que me roçam o rosto e me fazem esboçar sorrisos que se ecoam até ao fundo de mim.

Eu meço a minha felicidade com os impensáveis.

(como este... de uma lucidez silenciosa)

quarta-feira, novembro 24, 2004

Lentes de Contacto - II



Ora porra!


E não é que o autocarro não esperou mesmo por mim?!

Sinceramente.
O de hoje foi mesmo um dia 'não'.
Um daqueles que só mesmo para... escrever e não esquecer.
Ele já não tinha começado nada bem.
Começado?... começado, não, que isto tem sido é uma sucessão desajeitada de dias ao longo destes anos todos... como é que vai agora "começar"?

Noite em branco. Branquíssima. Com uns sarapintados de preto. O das letras.
Terminar um trabalho e nem lhe gostar do cheiro, é lixado.
Ainda por cima sem ter visão para descobrir erros (quanto mais virtudes).
Dormir.
Uma, duas horas.
Toca a preparar os leites e lanches e isso.
Dormir (de novo).
Toca a acordar. Fazer o almoço.
Dormir (é que eu durmo melhor é de dia mesmo).
Toca a acordar. Fazer o jantar.
Fazê-lo à pressa e nem sequer ter tempo de comer.
Toca a sair de casa.
Há que bater na impressora e ter o trabalho aprumadinho.
Corre, corre...
Ahh!
Agora durante três horitas, alapa-se o traseiro e ouve-se a mulher falar acerca dos finados.
(mas que sossego)
Ok. Terminou mais cedo. Enquanto faço horas para o autocarro, vou ali dar um giro.
Giro dado, 'tá na hora.
"Ó carago! E passes?... já não tenho mais passes?... %m$e#r@d#a!..e moedas... pff... falta-me $1 pr'ó bilhete... fogo.... não 'tou a gostar nada disto"
Corre, corre...
(Vai lá abaixo, compra passes...)
"... merda, 'tá fechado"
"Eilá... que é aquilo ali: change machine... olha que sorte. Nunca a tinha visto!"
Lá lhe enfio uma nota de $5 (não, o autocarro não aceita notas, ou melhor, aceita, mas não dá troco) e espero pelas moedinhas sairem de algum buraco.
Qual quê!
Desata a sair é um cartão. Telefonemas no valor de $5!
(eu já fumego)
"'Tá visto. O 129, já não o apanho, e é o último... vou no 2. É mais à volta mas é a única maneira..."
Toca a andar e andar.
Ainda bem que gosto de chuva.
E é mesmo daquela que eu gosto.
Que estranho.
Nunca me lembro de a ter visto cair, aqui, no mês de Novembro.
Que consolo nas bentas.
Nem o capuz pus (ahah.. uz-uz) e nem que o pusesse ela molhava-me na mesma. Entra de lado e molha tudo.
Deixa-me cá parar aqui, ver se me trocam uma nota ou se me obrigam a comprar algo...
Na maior.
Já vou eu pela rua acima, já vou no 2.
Mas... pera lá, deixa complicar mais as coisas. A Ana mora no trajecto... deixa lá parar por uns minutos.
Já que está tudo ao revês, que continue.
É só novidades!
Nunca tinha visto uma 'maçã' branca! Olha que gira, toda compacta.
"Foi só por isso que ele o comprou: fica bem em cima de qualquer móvel e nemprecisa ter internet, é só para ouvir música."
Encheu-me a pança: sopa, vinho, fruta e até um chá de cidreira para dormir bem.
(eheh... que engraçada)
Eu pareço uma mendiga.(aliás... sinto-me mesmo uma)
E até me trouxe a casa!
Poça! Isto só mesmo em dias "não".
12:30
Abro a porta.
Com dois passos dentro de casa já se ouve a festa "mã... mãã... I missed you".
Cá vêm os rapazotes.
Lá faço o ritual do costume, caio de quatro, deixo que me lambuzem a cara de beijos e só me falta abanar a cauda.
"... mas como é? Vocês ainda estão acordados?"
(isto é uma casa de doidos)
"shhh... não façam barulho que as manas acordam."
Descalço-me e enfio-me na cama com eles para ver se a festa não se prolonga.
Meia hora depois:
"mã... I'm hungry."
(toingg)
"Vá... venham daí. Vou-vos aquecer leite."

_______

(acho que vou montar cama na cozinha e passar a dormir lá)

(ahh... e não era nem de laranja nem ananás... era de pêssego, compal!)

(nota-se que o chá fez mesmo efeito)

domingo, novembro 21, 2004

Cabeçadas - II

(Para mim) Na maior parte das vezes, o escrever, só por si, não acarreta propriedades curativas.
A excitação que sentimos ao nos sabermos lidos, isso sim, é que serve de bálsamo ás (minhas) nossas chagas.


________________

Depois de ter lido os dois primeiros comentários, reparei que cometi uma grave falta, a que de imediato corrigi e coloquei entre parênteses.

E perante essas opiniões que tive, lembrei-me de colocar aqui a questão:
- O que é que, na escrita, vos proporciona mais prazer?

Não se trata de uma competição :-)
digamos antes, uma mesa redonda onde colocamos as diversas ideias acerca deste assunto.
Claro que todos são bem-vindos à mesa.

sexta-feira, novembro 19, 2004

quinta-feira, novembro 18, 2004

Cabeçadas - I



Foi um dia a sensação de poder alcançar o todo através do teu nada.

E hoje,
eu sou esse nada.