So close, no matter how far

Metallica
Das mesmas mãos de onde saiu Arch of Hysteria, recebemos de presente 
Maman e os seus vinte e seis ovos de mármore.
Algo como 9.25 metros de bronze e uns $3.2 milhões (e não falo de teias).
press release
Maman ao vivo.

Sim, a redenção tem sido lenta mas segura e sobretudo exercitada num fluido de extrema ventura, desde aquele grito "CLARO QUE TINHA QUE ME PICAR!"
Hoje o olhar recaiu sobre a página L4. As mais recentes gravações ali estavam e mesmo em foco, uma foto de Pepper Keenan em perfeita harmonia com a sua guitarra.
O novo som saiu e, segundo os entendidos, muita da qualidade das 4 sobre 5 estrelas, por muito estranho que possa parecer à primeira vista, se deve à revolução de George W. do após 9-11.
imperial hubris
unholy oxymoron
infinite contadiction
become the enemy and soon defeat yourself
(C.o.C. - in Infinite War)
They couldn't have done it without you, George W.
Quero ir para Portugal criar galinhas no campo.
É este o mote de abertura idealizada. E de fecho, já agora. Sim, porque nestas coisas de decisões pesadas e contra-pesadas nos túneis sinápticos ao longo de tanto tempo, eu sou muito côdea e pouco miolo.
Nunca fui muito de pregar a vertebrados aquáticos, de modo que criar penas para conforto da alma parece-me ser a saída mais adequada.

- Conto-te sim da batalha de Aquinara, se me contares o que fizeste com os aneis de Urano...
Nem sei que lhe chame.
Se hipocrisia, se inconsciência ou insensibilidade, se pura e simplesmente estupidez absoluta.
A conferência focava a FOME algures em África; as imagens que lhes meteram pelos olhos dentro, ainda eles mal se sentavam, não deixaram margem para dúvida. No entanto, o resto de comida que raspei dos pratos nessa noite, deixou-me um amargo cá dentro.
Os pratos da balança continuam porcamente empilhados de um lado e tristemente vazios do outro.
É procurar uma vida inteira por aquele embrulho onde o ser e estar contíguo, mútuo, se interligam, se equilibram, nos bons e maus momentos. Uma corrente dentada onde o encaixe de um é o receber do outro e vice-versa, sucessivamente.
É o chegar a pontos de visualizar que se encontrou essa engrenagem. Ali, mesmo em frente. Inconfundível.
Saboreia-se esta pequena vitória furtada ao acaso, com um esgar de dor cruzado com um sorriso bálsamo. Sente-se a frescura das nuvens que nos roça a face.
É um atirar de areia aos olhos, que nos confunde os sentidos. O pedestal-que nunca existiu-desaparece, para me ver de novo na estaca zero. Só que desta vez o zero está mais fundo. Muito mais fundo. E o chão que piso é mais movediço que nunca.
Não durou mais que uns segundos ou anos. O tempo dispensado é irrelevante.
Na memória ficou para sempre marcada essa dentada.
É fodida, a procura.
Mas mais fodido ainda é já não haver mais alento para procurar.
Last time I talked to you,
you were lonely and out of place.
You were looking down on me,
lost out in space.
Laid underneath the stars,
strung out and feeling brave.
Watch the riddles glow,
watch them float away.
...
I know you're out there,
somewhere out there.
Our Lady Peace
foto daqui
... é que isto tem certos contornos que são, no mínimo, indescritíveis!
Já não me acontecia há um ano, mais ou menos.
Voltou-me a acontecer hoje, precisamente quando abro o 'word' para escrever o post anterior.
Resta dizer que utilizo esse programa bastantes vezes, mas neste prazo de um ano, tal não voltou a acontecer até hoje.
Eis a mensagem:
"You should never dive into murky waters."
(...)
A outra mensagem não era idêntica a esta.
Já lhe dei umas voltas, não muitas porque me é difícil observar com precisão a veracidade ou não de tudo isto, mas algumas, e ainda não consigo ver qual a relação que existe entre «Gloria Olivae» e o homem que personifica Bento XVI para que se possa afirmar com tanta convicção que a profecia foi, de novo, cumprida.
Serei só eu a não ver?
Outro aspecto em que me detenho:
- Se as profecias estão ao alcance de todos aqueles que votaram, não será natural que queiram proceder em harmonia com as ditas, para conferir à igreja os seus dotes de sobrenatural?
Se formos a crer então, na veracidade destas profecias, estamos perante o fim de algo.
Algo que, como é costume numa profecia, nunca é devida e objectivamente indicado--como convém e mandam as "regras"--para que a vestimenta possa servir em vários corpos.
Não quero com isto refutar tais profecias--não acredito nem deixo de vir a acreditar.
Só quero é ver mais claramente algo que se me depara turvo.
Mais aqui.
Imaginei agora mesmo outra face neste berlinde enorme onde vivemos.
Uma face que nunca sentiu rasgarem-se em si as descobertas marítimas:
Portuguesas, espanholas, holandesas, inglesas ou...
Nenhuma existe neste momento imaginado.
E nesse meu ver, a visão é: SUBLIME.
Em relação a ler jornais ou revistas, eu tenho uma peculiaridade--e digo isto porque nunca me cruzei com mais nenhuma alma que assim o faça--que é o seguinte: começo sempre pela última página.
Não compreendo muito bem esta minha maneira de ser, mas não estou de momento interessada em aprofundar o assunto.
Ora, numa das minhas últimas excursões "magazineiras", deparo-me, logo ali na contra-capa, com esta foto que mais abaixo insiro.
Não deixa de ser interessante o facto de mudarem a secção 'Comics' (de uma revista que nem sequer a tem!) para tal posição de destaque.
Transcrevo aqui uma pequena parte do anúncio, mas para quem tiver maior curiosidade e, quiçá, queira alargar os cordelinhos da sua bolsa e socorrer tais famílias necessitadas, cá vos dou a passagem.
"Through Unmet Needs, families receive aid for things like home and auto repairs, child-care, emergency medical expenses, even mortgage and rent payments.
(...)
100% of your donations goes directly to our military families in need."
NOTA importante:
Se por um acaso eu deixar de 'pastar' por aqui, agradecia que avisassem a minha mãe para vir tomar conta dos miúdos. Com tantos tradutores online, apesar de facciosos, nunca se sabe por que estepes se passeia este 'big neighbour' adorado.
Pelas mãos do Manuel, veio aqui ter uma das pontas desta corrente.
Não duvido que ajude quem nos lê, a ter mais um pouco de conhecimento a nosso respeito.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
- Muito sinceramente, não me consigo ver a memorizar letra a letra o conteúdo de um livro, como forma a resistir contra o 'sistema'. Lá haveria de arranjar maneira de lutar contra ele de uma outra forma.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
- Nem por isso. Tenho, por vezes, vontade de lhes mudar o rumo dado pelo seu autor, mas nunca a pontos de me deixar apanhar por um personagem. Deixo isso a cargo dos da realidade.
Qual foi o último livro que compraste?
- "Lady Oracle", de Margaret Atwood por imposição escolar.
Qual o último livro que leste?
- Um livro infantil de nome "Big Al" sobre um peixe muito amigo mas de aspecto assustador, de quem todos os outros peixes costumavam fugir com medo.
Que livros estás a ler?
- Comecei o de L. Antunes "Eu hei-de amar uma pedra", mas está em fase de ponto-morto e leio também uma compilação de 'short stories' com nomes que vão desde Edgar Allan Poe, passando por James Joyce, Nathaniel Hawthorne, Herman Melville, Steven Leacock, Alice Munro, entre muitos outtros, e acabando em Russel Smith.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
- Gostava bastante de ler Miguel Esteves Cardoso (qualquer um dos seus livros), mas não tem necessariamente que ser numa ilha deserta. Se bem que num local desses, duvido que me dedicasse inteiramente à leitura, preferindo, de longe, explorar o local.
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
- Passar, eu passo, só não sei se teremos algum feed-back :-)
Portanto, as minhas pontas passo-as:
- ao Dragão;
- ao Scum e
- aos Tapores (qualquer um deles ou até todos ao mesmo tempo--seria lindo ver tais respostas agrupadas).
Porque lhes aprecio bastante a escrita. São três estilos completamente diferentes.
Aprendi-a ontem.
Uma lição a aplicar em qualquer relação amorosa ou de 'encosto'.
Algo que já deveria ter vislumbrado há pelo menos uns nove anos, o que me teria poupado muitos dissabores e montanhas de desilusões.
Nunca deveria envolver-me numa união, que não tivesse tido o seu começo com base na agressividade.
Não necessariamente gerada entre os dois intervenientes (também, mas não obrigatoriamente) dessa futura união, mas sim que servisse de palco a esse primeiro encontro.
Só assim se saberia se as posições tomadas por cada um dos dois, face à tal agressividade, se coaduna ou não um com o outro e isto é, a meu ver, de desmedida importância.
Sinto-me pequena.
Minúscula.
A pedra que um dia fui--ou pensei ter sido--desfaz-se a passos largos em pó.
Olho em volta e o que mais vejo são seres que se dizem alados.
Com elas quebradas, inteiras, no descanso, em todo o seu esplendor ou cansadas de se propalarem, mas têm-nas, as asas.
Sentem-se pelo menos donos e senhores delas e não se cansam de exaltarem com toda a força essa sua capacidade peculiar.
Retraio-me sobre mim mesma, tal é a inferioridade que me esbate, perante tais vantagens.
Eu não tenho sequer uma única pluma que me dê esperança de um dia poder, também eu, desaparecer no ar em pleno voo.
É só um estado.
Mais um que atravesso.
Umas valentes horas a esfregar, tratar de roupa suja--pilhas infindáveis dela--refeições, trabalhos-de-casa, operações, acarinhar após quedas, acarinhar mesmo sem cair, etc, etc que até me assusto com a lista que já antevejo... farão com que adie, de novo, mais um pulsar freneticamente rítmico do que eu, no meu estado mais íntimo, sou.