I'm feeling emotionally sick...
Com os olhos vidrados, mas sem lágrimas, disse-me a Verónica esta manhã, a escassos minutos de sair para apanhar o autocarro. Não sabe explicar muito bem a razão porque assim se sente. Uma das vontades de chorar: porque gostaria de passar mais tempo com o pai (admirei-me bastante deste questionar subentendido, uma vez que tem vivido com ele cada dia da sua vida). Voltou à carga com a inadaptação a esta nova escola e à falta de amigos que sente; algo invulgar nela, foi sempre bastante sociável.
As manhãs são sempre uma correria infernal. Exaustam e trazem muitas vezes memórias não tão alegres que trazemos reprimidas durante as horas mais joviais do dia.
Eu senti-me uma perfeita idiota ao escutar-lhe as palavras ditas com tanta, e afirmada, certeza. Idiota e incompetente, por não saber como lidar com este tipo de situação. Situação pela qual eu mesma, infinitas vezes, passo mas nunca verbalizo.
E orgulhosa dela. Por vê-la madura o suficiente e saber ter consciência das mudanças que atravessa.
Como ela, também eu me sinto engolida pelo tempo. Ou pelo Tempo.
Desejosa que não houvessem tantas e variadas distracções como se vêm nos dias de hoje, que nos fazem querer multiplicar em vários eus só para poder usufruir de todas elas.
Quando, no fundo, um bom livro, uma companhia sem igual, ou um recostar-se à sombra duma qualquer árvore, são exemplos do simples que mais necessitamos.
segunda-feira, novembro 12, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
Alarm Clock
Time:
6:00am
Repeat:
Daily
Alarm:On Off (OFF!!)
A partir de hoje mesmo: Off.
Nunca me deixei afectar pelo stress seja lá de que natureza, mas devo admitir que houve manhãs em que me devem ter visto a fumegar e a deitar faíscas pelos olhos. Os pequenos. Nunca fui madrugadora - nem eles o são! -, e sei que lhes devo pedir desculpa por tantas vezes os ter praticamente arrastado da cama para fora, puxados pelos pés em jeito de salvamento. Sei que me perdoarão.
Foi um ano escolar demasiado penoso em termos de horário matinal, mas é só esse o factor que pesa a negar a faceta dele. E agora, livros de lado, mochilas ao ar - não sei onde meter tanta caixa de material escolar vezes quatro... -, lancheiras a lavar, e nós? nós enfiamos o nariz fora de portas a farejar o calor que se esbate por cá, enquanto pouco dura.
