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sexta-feira, maio 25, 2007




Neste dia, em que o governo emite um alerta para a onda de calor que se faz sentir aqui pela capital, certas partes de Alberta estão cobertas de neve, e eu? eu voltei.
De ursos, nada vi infelizmente - queria enfrentar os meus medos -, só me rodeiam os Sapiens, Erewhon, e esses nada querem comigo; tenho embutido um repelente natural desde a nascença e que se vai aperfeiçoando com a idade. Talvez tenha razão o Bic com a teoria da globalização amena e andem por aí os bichos à deriva sem saberem quando se ausentarem.

Descansei o olhar por estas bandas:

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Bon Echo Provincial Park


... e estou feliz: Tenho coentros a nascerem no quintal.




quinta-feira, maio 17, 2007




O mês de Maio marca sempre o início de fins-de-semana prolongados. O dia da Rainha tem sido a nossa bandeirola de partida para o primeiro acampamento do ano, apesar de ainda fazer frio à noite. Já houveram anos em que, sorrateiramente, ligamos uma enorme extensão eléctrica para nos aquecermos durante o sono.
Este ano, mais do que nos anteriores, o meu medo agravou-se.
Aquele que tenho aos ursos.
O mais certo é esquecer-me destes suores frios em lá chegando. Seria o mais sensato.
Mas desta vez andei a informar-me. Encontrei esta folha que fala do que se deve e não deve fazer se nos depararmos com algum.
Porque há sempre um episódio que me leva a cheirar ursos por dentro da vegetação e, sei-o agora, nunca devia ter voado naquele dia pelo trilho afora com os meus filhos de arrasto pelo ar.
A gente vê-se na volta.


(espero bem que sim)


quarta-feira, abril 25, 2007




A isto é o que eu chamo de NOTÍCIA. Ainda não tive oportunidade de vasculhar a rede a esse respeito, mas a verdade é que gostei mesmo do que ouvi pela manhã na radio. Traduzindo muito grosseiramente, diz que descobriram um novo planeta fora do nosso sistema solar com condições muito semelhantes às da Terra.

O irónico da situação seria vir-se a descobrir que eles - em o havendo, claro - também andam à procura do mesmo.




Adenda: Um pouco mais de informação do "novo" planeta, aqui.







segunda-feira, abril 23, 2007




Sei que nada tem a ver com a efeméride em causa, mas porque se me tenha visionado em tal dia - sim, estou a fazer batota com o dia de publicação deste post - cá deixo registo de tal pensamento:


Detenho-me perante os incontáveis...


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Por iniciativa própria, lembraram-se as duas de me fazer esta surpresa. Sabe bem ser mimada assim com tanto carinho; e, pelo conteúdo da embalagem, presumo que a minha média semanal de bolos irá aumentar.



terça-feira, abril 10, 2007




O mais funesto dos cancros: Globalização.

Segregação cabal.


sexta-feira, março 16, 2007




O passado não é o que está feito,
mas o que palavra alguma fará de novo.
Por isso leio sempre no futuro, mas não sei
para que lado escrevo. E se soubesse
que arrasto as letras como um caranguejo
diria que só tenho esta mão de palavras.
Soletro os dias em cada coisa que me olha
quando me sinto a vê-la. É tudo.
E não há desculpas para o que faço.

Rosa Alice Branco



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quarta-feira, fevereiro 21, 2007




Quando a tristeza aperta e a saudade a ela se junta, sugiro uma taça de leite-creme transatlântico para amainar a dor.

Ainda se conseguem ver as mãozitas dos mais pequerruchos; daqueles a quem eu me sinto em falta na presença, e a mim também a deles me falta bastante.

E na próxima... queimem-me esse creme! :-)

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(Miguel: Deita na caminha a descansar para ficares bom depressa, sim?)





quarta-feira, janeiro 24, 2007




Por tudo o que deixei de te dizer.
Celebro-te hoje, sentados os dois que estamos na toalha axadrezada. Vejo-te como naquele dia, não de pernas cruzadas, mas de joelho flectido, um só, a apoiar o cotovelo que te ampara o rosto; um rosto mergulhado em beleza.

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Por tudo o que somos, ainda, um para o outro.
Com amor [e um beijo de borboleta],

m.





sexta-feira, janeiro 12, 2007




Nojo.
Asco.
Náusea.
Enfado.
Repugnância.
E muitos, muitos outros pleonasmos que me completem este demente estado em que se encontra este assunto.
É tudo isto que sinto ao ler, reler, e vomitar de ler tantas merdas que defecam pela bloguística fora.
Eu pensei assim, Eu não me vou chatear com isto, É deixá-los no seu mundinho minúsculo de hipocrisia... Mas caralho, porque não juntar a minha - merda - à dos outros? Juntos tornaremos este mundo, quiçá, mais fértil.
Eu até acho muuuuito bem que estampem com um gordo SIM nessa sociedade machista em que vivemos e apodrecemos. Acho, pois. O que não nos falta é vontade de muitos sins (got the joke? lol espero bem que sim).
Se eu fosse a votar, talvez até votasse nesse SIM. Porque afinal, não é por ganhar o Não que essa práctica deixa de existir. Agooora... no aborto, é que eu não acredito.

Passa-me qualquer coisa ao lado de despercebido, de certeza. É que, ainda não compreendi muito bem essa cena das 10 semanas e o caraças. Ou seja, que importância faz com 1, 10 ou 30?
Aceitar um aborto com as tais 10, continua a significar, para mim, a negação da própria existência ao 1, 10 ou 30 anos!
Não me fodam!
Nem me venham com conversas de

Recuso que o meu corpo seja discutido!
Recuso que o meu corpo seja debatido!
Recuso que o meu corpo seja ofendido

(obrigada D. pela dica)

... porque no fundo, bem no fundo, não é sequer o abortar que está em causa:
É a ignorância.
Quais violações, prostitutas, toxicodependentes, quais quê. É a vil e comezinha ignorância que se alastra sem que se lhe consiga pôr cobro.

Pois bem, aqui vos deixo com a minha contribuição para esse amontoado enorme que medra descomunalmente por essas vidas fora.



terça-feira, janeiro 09, 2007



Sexta-feira 5,

O dia 10 aproxima-se e eu deixo-me boiar indecisa nos minutos que as horas têm; embalo-me neles como quem espera acordar de um sonho em branco, sem recordar que passou esse dia sequer. Adio a decisão de ir, porque o querer é mesmo esse, Ir.
É o peso da espectativa acumulada este tempo todo desde que o soube que me amedronta.
Tenho medo de como irei reagir ali, ao sabor daquelas ondas, porque me desconheço naquele determinado ambiente e também porque já espero demais.
Por isso peço sinais de fora.
Coloco o meu destino nas mãos de entidades desconhecidas - troco o desconhecido a troco de outro do mesmo valor. Louca!
Regresso a casa do trabalho, madrugada diferente esta: a bruma encanta e enfeitiça os passeios, as ruelas, edifícios, e tudo pertence a um mundo diferente esta noite. Talvez por isso mesmo, escolho aquela rota menos usual, a mais longa, a que ladeia o rio, a mais adequada neste enquadramento. Só se vêm as luzes dos candeeiros que, de par em par, a cada dez, vinte metros, acompanham-me silenciosos, vão-se vergando à medida que os passo, Boa noite, dizem-me eles pesarosos. Tudo é breu, excepto pelo triângulo que se perpétua continuamente defronte dos meus olhos formado por estas luzes que flutuam, dir-se-ia, no nada, sem apoio, e eu conduzo nessa estrada apoiada nelas.
Haunted, como som de fundo. Perfeito.
Semáforo vermelho, páro por minutos, prestes a emergir numa estrada mais movimentada, menos assombrada, mais desfasada, menos em mim. Dou pela hora, 1:01.
Sempre veio o tal sinal, Hello (m), don't cry, I'm still here all that's left of yesterday...





domingo, dezembro 31, 2006

Cheque em branco




Comecei o ano com um arco-íris estampado no rosto. Ao longo do percurso, as cores foram-se esvaindo, hoje, só o arco permanece.
A noite de 31 para o 1º dia do ano novo, sempre se me afigurou de mágica. Tão mágica que ainda hoje espero por tal passe que me deixe assombrada.


(nunca fiz tal, mas amanhã apetece-me listar o balanço do ano que passou)


Também não será esta a noite em que vou concretizar o meu desejo de perfeita comemoração da morte e renascimento: Celebrar a continuidade.


(durante o correr do ano, existe a continuidade materializada; esta noite seria portanto o momento ideal para que se parasse e exaltasse tal 'materialismo')



USAGE: Apply on face, hands and entire body:

Honestidade.

Usem-na no vosso e no dos outros. Sejam mais honestos do que a própria consciência vos dita.
É o que vos - e me - desejo para 2007.






segunda-feira, dezembro 04, 2006

No sentir e aprender




Quando se é mãe, não faltam motivos para que nos sintamos como um balão prestes a explodir de alegria. Mas pelo meio de todos esses fenómenos que vão empolando ao calhas pela nossa vida fora, existem dois momentos, até à data, que não requerem sequer uma impressão a papel para o futuro, pois duvido que os possa vir a esquecer.
Um deles, aquele momento em que sentimos o peso daquele volume que transportamos durante largos meses a ser transferido para o exterior do colo, ser colocado aqui bem perto do peito onde lhe sentimos, finalmente, a respiração.
O outro é aquele dia em que, de repente, damos conta que os nossos rebentos ganham manejo próprio e coordenam, por si mesmos, o visual com a fala e começam a ler. É como se as rédeas lhes tivessem sido passadas para as suas mãozitas naquela primeira vez que tal sucede.
Esta semana foi o David. O último e, talvez por essa razão, o mais precoce. Porque não o esperava de todo, fiquei alarmada com tal procedimento até e penso se me está a faltar o tempo habitual que costumava passar com eles.
A partir de agora já posso retirar o Scrabble do armário onde tem estado escondido .



sexta-feira, novembro 24, 2006

Recordando




Faruk Bommi Bulsara.
(este som apagou-se)





Too Much Love Will Kill You
By Queen
BestAudioCodes.com




quarta-feira, novembro 22, 2006

Beijo-alimento




Eu já me tinha perdido da ideia de arrematar o desafio inicial que fiz ao beijo, mas ao deparar-me agora com umas poucas linhas que resgatei para um papel preso no frigorífico, achei por bem remir a consciência. Resgatei porque esquecia, porque a mente, naquele momento, insistia em fugir.
Hoje leio-as, pela primeira vez que me lembre. No papel tinha imprimido a receita de Sonhos escrita à mão e à pressa. Sonhos. Imagine-se a casualidade do encontro.
E é isto que leio:

Dos lábios verte a saliva que um dia mastigou o alimento que nutriu o ser que brotou de nós. Assim dizem eles, os entendidos. Alguns deles.
O beijo de agora, perpetua esse chamamento ancestral de pré-mastigar os alimentos e alimentar os infantes. O beijo agora alimenta-nos a alma e dá a alimentar quem amamos.


Foi só isto que escrevi, mas mais haveria lá por dentro. Desconfio que ficou embrenhado com a manteiga e a farinha..., sem esquecer o sal.
Outros há que defendem que o beijo passional teria começado pela troca de tabaco ou resina mascados pelo macho e dado a oferecer, preso entre os seus dentes, à fêmea, que se aceitasse o pedaço mastigado, seria sinal de aceitação do amor do rapaz. Dizem eles que este ritual se verificava ali pelos lados do Vale de Ziller, na Europa Central.

De maneira que tudo isto me leva a crer que, à nascença, poucas ferramentas trazemos connosco. Mas trazemos sim. Umas duas ou três, se talvez. Que vamos aperfeiçoando à medida que crescemos. Adicionamos apetrechos àquelas que já temos; deixamos cair em desuso quando já não necessitamos; tudo mediante a interacção com o ambiente em que vivemos no momento.

Se sempre se beijou do modo como o fazemos neste presente?
Não penso. Até neste aspecto há, não sei se lhe chamaria evolução, mas há, concerteza, mudança.
Se iremos continuar a beijar deste modo?
Também não penso que isso irá acontecer.




Texto escrito com o pensamento neste filme.
Material oscular pescado
daqui.


domingo, novembro 12, 2006




Aprendi há poucos dias atrás, uma expressão curiosa:
"Friends with benefits".

Não me admirei tanto pelo facto de desconhecer tal dizer e já me abeirar dos quarenta; mas sim por saber que de facto existem tais pessoas com esse modo de vida. Será esta uma versão remodelada, ou moderna, da mais velha profissão do mundo?




sexta-feira, novembro 10, 2006




There are always anomaliesannamollys.



terça-feira, novembro 07, 2006

Carrossel




O meu record matinal da sexta-feira passada: De olhos esbugalhados salto de um sonho para fora e fixo os bugalhos no mostrador do relógio, 8:20.
8:20!?!?
Os miúdos perderam o autocarro!
A escola começa daqui a 10 minutos!!
Hoje tenho que trabalhar fora da cidade!!!
lanches... lanches... lanches... lanches... vestir, vestir, vestir, vestir...
(o que se seguiu foi puro ilusionismo de coração a latejar entre as amígdalas)

Creio que pareci calma ao entrarmos pela porta da escola às 9h, e já mais assentada me senti quando consegui chegar a tempo ao trabalho ás 9:30 para seguir viagem dali a uma hora.

E no meio deste panorama todo, vejo a tua razão. Quando há séculos me dizias que viriam os dedos apontadores.
E que acima de todos esses dedos, veria o tal dedo a sobressair.
E vejo.




sexta-feira, março 05, 2004

Eles chegam...

Tinha decidido dar uma volta, ficar sozinha por algum tempo.
Queria terminar de dar uns laçarotes ao TEXTO IV e, como é habitual, preciso de ar fresco, desentupir os canais para que as ideias fluam.

Estava ali a contemplar os últimos resquícios daquele manto branco que durante largos meses (mais do que me é desejado), nos separa do calor da terra, quando dou por mim, instintivamente, a olhar para cima, em direcção ao sul, por cima do meu ombro esquerdo, eis que os vejo: um lindo casal de gansos!
Casal, pois. Se bem que a distância não me permitisse julgar o seu género, estou em crer, em forte crer, aliás, que se tratasse de um casal.
Afinal, é por essa mesma razão que eles regressam, ano após ano, ao mesmo lugar, para procriarem.
Regra geral, vejo-os sempre em largos bandos, naquela tão famosa posição em V, de modo que achei lindo vê-los voar tão isolados :-).
Contaram-me imagens de onde vieram.
Trouxeram com eles um bafo, todavia delével, de Primavera.

Como não tinha comigo a lente extra, deixo uma foto emprestada :-) (passo a citar o site: www.sabalan.com) e que espelha a imagem que acabei de ver hoje, sexta-feira, pelas 17:45.