O brilho era só o reflexo.
... porque eu sou a lua.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Entra-se-nos pelas fresta da janela, de mansinho, pela soleira da porta, enquanto dormimos, e é o que mais fazemos; vai-se instalando confortavelmente entre os peões que somos, e até nos coloca os seus braços por cima dos ombros, assim, para fazer união, isso!, tal qual um feixe que se quer juntinho, forte. É o new-look deste comportamento tão antigo quanto nós mesmos, o fascismo.
Chama-se, nos tempos que correm, Politicamente Correcto.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Origens
Eu sei que tenho uma forte pancada por origens; desde a mais nobre à mais simples. Talvez porque seja algo que, à priori, é impossivel de termos absoluta certeza de.
A evolução dessas mesmas origens, e o conhecimento que parecemos ter a seu respeito, parece ser de muito mais fácil manejo do que o conhecimento do tal momento do parto. Nada possuimos senão uma sequência infinita de momentos causais.
Hoje virei-me para Ó pá!.
Quem teria dito isto pela primeira vez?
Devia andar tal pessoa com um galhardete na lapela: Inventorfónico, para que todos pudessemos prestar-lhe a devida homenagem. Pedir-lhe até um autógrafo na língua.
Inventor de uma das palavras mais usadas nos diálogos (e monólogos!*) portugueses.
* - Sei muito bem do que falo.
sexta-feira, outubro 20, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006
Frases
Há certas frases que me povoam o limiar do sono; aquela fina linha que só damos por atravessada quando já estamos no fim dela. Nunca sei o que significam e poucas vezes as registo. Desta vez fica aqui.
Ele alimentava um sonho: O de que possuía o segredo de viver.
Morreu esfomeado.
quarta-feira, março 03, 2004
O carburante ideal?!
Que faz girar este motor?
- Visões... Ideias...
Quanto mais dissemelhantes, mais labaredas provocam.
segunda-feira, março 01, 2004
Parede
s. f.,
muro de pedra, cal e areia;
muro que forma o exterior de um edifício;
fig.,
barreira;
obstáculo.
Esta é a definição comummente formulada por qualquer dicionário que nos venha parar às mãos.
No entanto, não nos devíamos restringir somente ao que nos é de mais fácil compreensão; sabendo por vivência própria que, se deixarmos a imaginação rasgar os limites, vimos a constatar que a realidade é tão elástica quanto mais o instrumento que nos leva à compreensão dessa mesma.
Deparamo-nos com variados tipos de paredes, no decorrer dos nossos dias.
Há-os que o são de livre vontade, por imposição própria; felizes por assim o serem; não obstante as vezes que a tentemos atravessar, são tentativas
infrutíferas, que só nos deixam esgotados, com sabor amargo de derrota.
Há-os também aqueles que o decidem ser, vendo-a como um refúgio, uma
tentativa de restauro de si mesmo.
A estes, contudo, por várias vezes é possível o atingir. O permeável da estrutura assim o permite... permite a entrada.
E a saída?
Aqui, sentimos de novo o sabor da derrota. A pior das derrotas.
Uma vez que nos assimila mas não permite que o façamos a seu respeito. (para se auto-proteger, estou ciente disso)
Existem muitas outras paredes. Inútil divagar sobre isso por muito mais tempo.
Cansada como me sinto de procurar me fazer sentir e ouvir; daí a minha resolução em utilizar "Inflexão" como parede de desabafos.
Pelo menos desta sei que não posso contar com nada mais que uma passível existência.
- o deixar que imprima nela o que de mim teme mas insiste em sair.
