segunda-feira, maio 30, 2005

À cata de vento



So close, no matter how far


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Metallica

sexta-feira, maio 27, 2005

Novo ponto de referência



Das mesmas mãos de onde saiu Arch of Hysteria, recebemos de presente

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Maman e os seus vinte e seis ovos de mármore.
Algo como 9.25 metros de bronze e uns $3.2 milhões (e não falo de teias).

press release
Maman ao vivo.

quinta-feira, maio 19, 2005

Expressões

Não me considero uma crítica de belas artes, a análise que lhes possa vir a fazer é puramente baseada numa certa relação 'amorosa' que enceto quando vejo obras que me toquem, cá dentro. Por essa razão, tenho uma certa dificuldade em aceitar como arte todas as obras que vejo serem exibidas, mesmo se tratando de galerias ou museus conceituados.

Caixas de cartão empilhadas, árvores artificiais com luzes e paineis, uma dezena de altifalantes de um palmo quadrado, 5 de cada lado das paredes de um corredor a soltarem gemidos diferentes; tudoisto para mim não tem nenhum significado.
Mas se calhar sou eu. Sem a sensibilidade para lhes apreender a beleza que possam ter.

Por isso achei como mais conveniente e atribuí esta minha medição privada, baseada no que cada obra me transmite, sem olhar muito a críticas profissionais.
O sentir-me bem com o que vejo.
Um bem estar perante a composição defronte de mim e procurar retirar dela alguma aprendizagem da época em que foi idealizada e trabalhada.

Aprecio obras nas suas mais variadas inclinações, mas tenho uma verdadeira paixão pelo Surrealismo e pelo Impressionismo.
Em relação ao primeiro, aproximo-me o mais que posso para assimilar cada detalhe na sua minúcia; e ao segundo, afasto-me, para lhe poder extrair toda a beleza de um olhar só, como me convém.

Sempre que posso, dedico-me ao museu mais perto que houver. Nesta minha última incursão, apanhei esta preciosidade. Quem diria que esta posição seja tão apreciada.

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Arch of Hysteria (1993) por Louise Bourgeois (Paris)
bronze, silver nitrate patina

domingo, maio 15, 2005

In the arms of god



Sim, a redenção tem sido lenta mas segura e sobretudo exercitada num fluido de extrema ventura, desde aquele grito "CLARO QUE TINHA QUE ME PICAR!"
Hoje o olhar recaiu sobre a página L4. As mais recentes gravações ali estavam e mesmo em foco, uma foto de Pepper Keenan em perfeita harmonia com a sua guitarra.

O novo som saiu e, segundo os entendidos, muita da qualidade das 4 sobre 5 estrelas, por muito estranho que possa parecer à primeira vista, se deve à revolução de George W. do após 9-11.

imperial hubris
unholy oxymoron
infinite contadiction
become the enemy and soon defeat yourself


(C.o.C. - in Infinite War)

They couldn't have done it without you, George W.

sábado, maio 14, 2005

Criando asas




Quero ir para Portugal criar galinhas no campo.

É este o mote de abertura idealizada. E de fecho, já agora. Sim, porque nestas coisas de decisões pesadas e contra-pesadas nos túneis sinápticos ao longo de tanto tempo, eu sou muito côdea e pouco miolo.
Nunca fui muito de pregar a vertebrados aquáticos, de modo que criar penas para conforto da alma parece-me ser a saída mais adequada.

sexta-feira, maio 13, 2005

Lentes de Contacto - IX



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- Conto-te sim da batalha de Aquinara, se me contares o que fizeste com os aneis de Urano...

terça-feira, maio 03, 2005

afinal...



já cá cantam!

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Hans Memling


E daqui veio a influencia para o "Man of Sorrows".
Encaixa-se perfeitamente.

Desequilíbrio



Nem sei que lhe chame.
Se hipocrisia, se inconsciência ou insensibilidade, se pura e simplesmente estupidez absoluta.

A conferência focava a FOME algures em África; as imagens que lhes meteram pelos olhos dentro, ainda eles mal se sentavam, não deixaram margem para dúvida. No entanto, o resto de comida que raspei dos pratos nessa noite, deixou-me um amargo cá dentro.

Os pratos da balança continuam porcamente empilhados de um lado e tristemente vazios do outro.

Miradouro a roçar a saudade



É procurar uma vida inteira por aquele embrulho onde o ser e estar contíguo, mútuo, se interligam, se equilibram, nos bons e maus momentos. Uma corrente dentada onde o encaixe de um é o receber do outro e vice-versa, sucessivamente.

É o chegar a pontos de visualizar que se encontrou essa engrenagem. Ali, mesmo em frente. Inconfundível.
Saboreia-se esta pequena vitória furtada ao acaso, com um esgar de dor cruzado com um sorriso bálsamo. Sente-se a frescura das nuvens que nos roça a face.

É um atirar de areia aos olhos, que nos confunde os sentidos. O pedestal-que nunca existiu-desaparece, para me ver de novo na estaca zero. Só que desta vez o zero está mais fundo. Muito mais fundo. E o chão que piso é mais movediço que nunca.

Não durou mais que uns segundos ou anos. O tempo dispensado é irrelevante.
Na memória ficou para sempre marcada essa dentada.

É fodida, a procura.
Mas mais fodido ainda é já não haver mais alento para procurar.